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2008-02-01

 

Os ideiais que sobrevivem (1)


António Marinho Pinto, em entrevista a Judite de Sousa para a RTP1, (2008/01/31, 21h), mostrou uma determinação pouco comum nos bastonários dos advogados. Exactamente por serem discutíveis, as suas afirmações alusivas a casos de alegada corrupção, sobejamente conhecidos, desafiam o conformismo de que os responsáveis políticos do centrão são capazes; a capacidade de esquecimento das máquinas mediáticas; e a incompreensível insensibilidade das magistraturas e das polícias.

Sem cair no justicialismo barato, Marinho Pinto veio dizer que não pactua; que perdeu as ilusões mas não os ideais. E isso deve incomodar quem se nutre da passividade cívica para se encher à grande.

Tal como ele recordou "O direito de ficar calado e o direito de elogiar os poderosos, existem em qualquer ditadura". Só agora tive o prazer de ouvir um Bastonário da Ordem dos Advogados reconhecer que a "nossa" justiça é muito forte com os fracos e muito fraca com os fortes.

É um bom começo.

Comments:
ANTONIO MARINHO PINTO o bastonário sem medo e papas na lingua, Homens de coragem não têem medo da verdade!
 
Caro Manuel Correia

Se a "fotografia" da justiça está completamente desfocada acidentalmente, é um acidente realmente feliz.
 
Ó Manel, então se o novo Bastonário tem razão, pergunto eu quem fez o novo Código do Processo Penal, um anjinho, ou foi este governo, tão apreciado neste blog.
E continuas a brincar com historias da carochinha.
 
Meu caro Samuel,

a coisa veio acidentalmente. Depois de verificar que a imagem ficara desfocada, pensei como tu. Já que a ideia que tenho (temos?) da justiça é de um sistema "Forte com os fracos e fraco com os fortes", então, deixa estar. A falta de nitidez vai mais com o modo como gostaria de representá-la. E deixei ficar.

Ao anónimo das 17:18 de 4/2/08 gostaria de dizer duas coisas:
1) Que disse no meu poste o quanto aprecio a postura do novo bastonário dos advogados;
2) Que não estou contra tudo o que o Governo tem feito. O sentido das minhas críticas não vai ao ponto de preferir a alternância do PSD. Firmeza nas críticas, sim; fogo cego, não.
Nas histórias da carochinha há sempre um João Ratão.
 
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