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2008-03-06

 

Como nós (2)


Hoje, no PÚBLICO, um intrigante artigo de João Freire. Versa a questão dos professores de candeias às avessas com o Ministério da Educação. Sereno, equilibrado e construtivo, titula o seu artigo recorrendo a uma generalização simbólica de que me ocupei em apontamento anterior: "A rua não tem sempre razão" (pág. 47 da edição em papel).

João Freire, sem recusar o livre direito à indignação ou à alegria que, de tempos a tempos, se manifestam em desfiles, romagens, comícios, festas e outras efusivas modalidades, chama a atenção para o facto de que a decisão política, em democracia, deve estar estreitamente correlacionada com o "voto", sustentáculo de um sistema ponderado e virtuoso.

Não será, muito provavelmente, a última vez que alguém aborda o falso dilema "rua"/"voto", expendendo, a esse propósito, doutas considerações. A questão, no entanto, permanece intacta.

Entre promessas, votos, debates e outras fases do calendário político, vêm à "rua", por vezes, os eleitores insatisfeitos, defraudados e, quantas vezes, frustrados pelo rumo que o sentido do seu "voto" tomou.

Nos regimes democráticos há espaços e atitudes consentâneas com a expressão forte entre eleições. As liberdades conferem aos votantes insatisfeitos algo mais do que esperar pela próxima.

Tal como João Freire titula, "A rua não tem sempre razão".

Claro.

Sempre?

Sempre, sempre, também não.


Comments:
sempre, sempre também não... mas se (@s) há... na rua há razão!
 
De acordo, por uma vez.
O contra-comício que o PS prepara também me parece jogar mais na lógica da rua do que na lógica do voto.
 
Sempre, sempre, também cansa.

Hilário
 
Não podemos continuar a levar porrada todos os dias e continuar calados sem fazer nada
 
Já antes havia lido "a rua" sobre o mesmo tema em http://novomundo3.wordpress.com/2008/03/04/a-rua/
Mas não consigo ler o artigo do Público por ser reservado a assinantes.
Será que tem mesmo a ver um com o outro?
 
Mafalda, Raúl Proença, Hilário e José Manuel, obrigado pelas achegas.

Dani,
li o post do Mundo Novo. Parece-me que sim. O tema do artigo do PÙBLICO gira à volta da mesma questão de (il)egitimidade de a "rua" influenciar (demasiado) as instituições mandatadas pelo "voto". É uma questão sempre em aberto. Obrigado pelo "apport".
 
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