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2008-03-04

 

Em leito-de-cheia (5)


António Vitorino opinou na sua charla semanal com Judite de Sousa (RTP1) o que o Meia Hora trouxe para manchete: "Substituir Ministra seria derrota pesada para o Governo". Estava a referir-se, evidentemente, à Ministra da Educação, e ao horizonte temporal das próximas semanas.

Não perdendo de vista que o actual Governo se sustenta numa maioria absoluta monopartidária, aparentemente sólida e inamovível, o episódio da substituição do ex-ministro da Saúde, e a previsível saída da ainda Ministra da Educação, prestam-se a algumas reflexões que, por uma razão ou por outra, uma parte dos socialistas tem evitado.

A necessidade de reformas não implica cruzadas contra "interesses instalados". Requer a clareza da demonstração (quanto mais simples, melhor) de quais os interesses que serão beneficiados. Se a iniquidade for comprovada e gritante, a dinâmica democrática, aliada ao programa eleitoral sufragado pela força ganhadora, ajuda a fazer o resto. Se não, assistimos à judicialização da política, com os professores e os seus sindicatos a processarem o Ministério, e este a refugiar-se na dilação dos recursos.

Aqui chegados, a Ministra pode ir para casa.

O 1º Ministro vai ter de encontrar alguém que retome a iniciativa das políticas públicas para a Educação. Essa visão espertalhona de fazer a festa de uma escola sempre aberta contra o direito ao horário dos professores, teria de acabar nos tribunais. Quem vier a seguir, terá de dar prova de que a arte da política, em democracia, passa sempre pela negociação e pela persuasão.

Fazer da teimosia um estilo e da imposição um método, só pode levar a um ofendido cerrar de fileiras dos ostracizados.

As políticas públicas, em democracia, carecem de mais abertura e apoio.

Ao contrário do que António Vitorino quer dar a entender, a derrota será muito maior se José Sócrates não souber rapidamente inflectir.

É verdade que mudar de responsável no Ministério, não chega. Porém, não fazê-lo seria, a breve trecho, a teimosia mais desgastante a que um Governo de Maioria Absoluta se poderia dar o luxo masoquista.

Há momentos em que é preciso ver um pouco mais longe do que Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos estão a ser capazes.


Comments:
"Essa visão espertalhona de fazer a festa de uma escola sempre aberta contra o direito ao horário dos professores, teria de acabar nos tribunais"


O QUE QUER ISTO DIZER ?
eu trabalho numa empresa que funciona 24h / 365dias incluindo natal e essas tretas e cada um de nós SÓ cá está no seu horário .NÃO TEMOS UMA VISÃO ESPERTALHONA DE PARA CONTINUARMOS EM FESTA APÓS O TRABALHO DE CADA UM DE NÓS "ISTO# TENHA QUE FECHAR .
 
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