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2008-04-07

 

Voltando agora à Grande entrevista da Ministra da Saúde


Gostei é a primeira coisa que tenho a dizer. Calma e com os pés na terra.

Ana Jorge disse duas coisas primárias que toda a gente sente, diz, repete e torna a repetir: "inimigos" e amigos deste governo, ou noutra versão, se quiserem os amigos de membros deste governo e os seus adversários. É evidente que o dizem por razões diferentes.

E a questão é: porque não são explicadas com calma e tacto as mudanças que estão a ser introduzidas e operadas? E porque razão não se dialoga com os agentes que vão ser apanhados ou tem de intervir nas mudanças, com a finalidade de explicar e até de concentrar empenhos para actuar mais rapidamente e com melhor desempenho?

É a grande "incógnita" deste governo" e um dos seus campos mais críticos.

A Ministra disse isto tudo ao dizer da política do seu antecessor Correia de Campos uma coisa de forma um tanto quanto diversa. Disse na entrevista: "uma boa política mal comunicada" ou o que é a mesmíssima coisa ao repetir: "a minha discordância notou-se, fundamentalmente, no modo como toda a política da reforma estava a ser comunicada, quer ás pessoas quer aos próprios profissionais de saúde".

No entanto, as linhas mestras da política da reforma do SNS de Correia de Campos merecem a concordância de Ana Jorge. As condições mudam e o SNS de há 30 anos tem de se ajustar. Ana Jorge já entrou no diálogo e parece vir a serenar alguns focos de alta tensão, como a situação da Anadia.

Saiu-se menos bem na explicação do caso Amadora-Sintra.

Mas vários casos estão a rebentar por aí, como este dos oftalmologistas que,aparentemente, só não se resolve por inoperância. Um ou dois hospitais recorrem a médicos espanhoís e tudo se simplifica e, de tal modo, que até alguns médicos nacionais (do Porto) já entram no desafio para o hospital de Faro e segundo parece com sucesso.

Sei que foi criado um grupo de trabalho. Eu tenho mesmo receio de grupos de trabalho, da sua inoperância. Oxalá que este grupo não enverede pelo caminhos de tantos outros!

Prefiro ver acção com resultados, é evidente dentro do bom senso.

Porque não estender esta experiência do Hospital do Barreiro, que tanto arreliou o Bastonário Pedro Nunnes, com médicos espanhóis ou portugueses, os que se disponibilizarem e sejam de competência reconhecida, para atacar outras áreas?

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