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2008-09-24

 

O Debate Parlamentar

A oposição apresentou-se mal preparada, passando ao lado do grande problema que, no momento, preocupa as pessoas: a crise financeira americana com grandes efeitos internacionais graves. Fazendo justiça, só o Bloco de Esquerda mostrou dominar a matéria e colocou algumas perguntas muito oportunas ao Primeiro Ministro sobre o assunto. Falou-se de outro tema também na ordem do dia a Insegurança social sentida mas abordada pela rama e demagogia.

É desconsolador que a oposição não faça o trabalho de casa para aproveitar esta oportunidade que a reforma parlamentar de debate quinzenal introduziu recentemente. Seria uma, entre outras maneiras, de contribuir para qualificar a democracia portuguesa.

Sobre a crise. O deputado Francisco Louçã falando da gravidade da crise, cuja solução não está à vista, perguntou ao Governo se está disponível para pressinoar o BCE a baixar o Euribor, porque, de facto, as famílias e as empresas europeias estão com dificuldades de suportar taxas tão elevadas, tanto mais face ao diferencial acentuado para os EUA.

Manifestou-se contra a posição que o BCE tem assumido dizendo que é um erro económico grave para a economia europeia e para a portuguesa. Francisco Louçã tem toda a razão e aqui José Sócrates teve alguma dificuldade de resposta. Torneou a situação com a independência do BCE, mas francamente é pouco. O governo de um país mesmo pequeno deveria assumir uma posição É de facto um erro colossal como disse Francisco Louçã não pressionar o Banco. Não entendo pelo BCE ser independente não poderem os governos ter posições próprias, mesmo a discordar do Banco.

Um outro aspecto em que Louçã questionou e bem foram os preços dos combustíveis, aproveitando até uma frase de José Sócrates ao referir que esta crise também tem uma grande vertente de ganância.

È uma questão mais caseira e, por conseguinte, mais incómoda porque a opinião pública está contra este "despudor" de preços. Neste tema. o PM saiu a perder, até não explicando nada do que pretendeu o ministro da Economia dizer há dias como pretendia influenciar os preços.

Uma nota final, não há mercado de combustíveis em Portugal. Por isso, o mercado não pode funcionar. E das duas uma ou o Governo cria mecanismos de mercado ou pura e simplesmente intervém. A liberalização nestas condições equivaleu a entregar a manipulação de preços aos operadores a seu bel prazer. Só mesmo uma forte pressão da opinião pública tem leva a umas pequenas cedências dos operadores.

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