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2008-10-15

 

Um estranho atraso na entrega do OE 2009!

O estranho atraso e penso que inédito, pelo menos não me lembro de uma situção destas, foi explicado pelo ministro Teixeira dos Santos por questões informáticas surgidas no Ministério das Finanças.

Passado esse percalço umas pequenas notas sobre o cenário macro económico, ou para sermos mais pragmáticos sobre três taxas desse cenário já conhecidas: aquelas que vão provocar as polémicas e os desencontros mais aguerridos entre o governo, a oposição, os sindicatos e o patronato: PIB, inflação e aumento salarial da AP.

O cenário macro aponta para taxa de crescimento real do PIB em 2009: 0,6% ; inflação: 2,5%; aumentos salariais de 2,9%.

Os argumentos que já se começaram a ouvir. Ilusória a taxa de 0,6% quando o FMI diz que Portugal vai crescer apenas 0,1%, Muito baixa a taxa de inflação de 2,5% quando esta deverá ser em 2008 de 2,9%; aumento salarial de 2,9% só vai complicar a vida das empresas (acrescentam sobretudo das PME que é o que está na moda) e os sindicatos é pouco pois a AP só tem andado a perder poder de compra e, além disso, a taxa de inflação será de certeza muito mais elevada.

Comentário muito pessoal. Todos poderão ter razão e, com maioria de probabilidade, o próprio Ministério das Finanças, que sempre terá feito o exercício na base de pressupostos minimamente sólidos, se é que numa conjuntura destas se pode seriamente dizer isto.

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