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2008-11-13

 

Bruxelas liberta "pepinos curvos" e produtos hortícolas "deformados"

É um documento histórico e...humorístico. Finalmente, a Comissão resolveu libertar a fruta e os produtos hortícolas das medidas impostas, tipo miss.
A LIBERDADE CHEGOU À HORTA E AO POMAR. Transcrevo na íntegra o comunicado de Bruxelas, de 12 de Novembro de 2008. É longo mas divertido.


“Pepinos curvos de novo no mercado: Comissão vai autorizar a venda de frutos e produtos hortícolas "deformados"»

As regras que regiam o tamanho e a forma dos frutos e produtos hortícolas vão deixar de ser aplicadas, após os Estados-Membros da União Europeia terem votado hoje propostas da Comissão destinadas a revogar as normas de comercialização para 26 tipos de hortofrutícolas.

A iniciativa da Comissão que visa eliminar essas normas é um importante elemento dos seus actuais esforços de racionalização e simplificação das regras da UE e de redução da burocracia.

As normas de comercialização aplicáveis a 10 tipos de hortofrutícolas, incluindo as maçãs, os morangos e os tomates, permanecerão em vigor.

Mas, mesmo para esses 10 tipos de produtos, os Estados-Membros poderão, pela primeira vez, autorizar os estabelecimentos comerciais a vender produtos que não respeitem as normas, desde que sejam rotulados de um modo que os distinga das classes "extra", "I" e "II".

Por outras palavras, as novas regras permitirão que as autoridades nacionais autorizem a venda de todos os frutos e produtos hortícolas, independentemente do seu tamanho e forma.

"Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas," disse Mariann Fischer Boel, Comissária responsável pela agricultura e pelo desenvolvimento rural. "Trata-se de um exemplo concreto dos nossos esforços para eliminar burocracia desnecessária.

Não há qualquer motivo para regular este tipo de questões a nível comunitário, sendo de longe preferível que os operadores do mercado adoptem as decisões a que houver lugar. Na actual conjuntura de preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldades económicas generalizadas, os consumidores devem poder escolher entre a mais vasta gama de produtos possível. Não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade, apenas porque têm uma forma "errada".

Nas negociações realizadas no ano passado sobre a reforma da organização comum do mercado das frutas e produtos hortícolas, a Comissão comprometeu-se a reduzir a burocracia desnecessária, através da eliminação de um conjunto de normas de comercialização aplicáveis a esses produtos.

Da votação de hoje resulta que tais normas serão revogadas para 26 produtos: damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves flores, cerejas, aboborinhas (courgettes), pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias whitloof.

De acordo com as propostas, serão mantidas normas de comercialização específicas para 10 produtos que representam 75/%, em valor, das trocas comerciais da UE: maçãs, citrinos, kiwis, alfaces, pêssegos e nectarinas, peras, morangos, pimentos doces, uvas de mesa e tomates. Contudo, os Estados Membros poderão igualmente isentar estes produtos da aplicação das normas se forem vendidos no comércio com um rótulo adequado. Na prática, tal significa que uma maçã que não corresponda à norma poderá ser vendida no comércio, desde que ostente um rótulo com a menção "produto destinado a transformação" ou uma menção equivalente.

A Comissão adoptará agora formalmente as alterações que, por razões práticas, serão aplicadas a partir de 1 de Julho de 2009».

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Comments:
A prova de que Bruxelas existe na "marginalidade". Construir um espaço com dignidade provavelmente tem a ver com "tomates e afins" mas não estes. E já agora para entretenimento. Bruxelas poderia lançar o país de melhores tomates na Europa sem quotas para que a exposição fosse mais livre.
 
Acima os tomates e os "pepinos curvos" libertados.
Graças à intervenção dos Comissários Europeus, passou a haver em fartura.

Para quando mais uma crise para que outro "tubérculo" chegue ao mercado europeu?
 
E a banana madeirense?
Dr. Jardim, por favor, peça a intervenção do Presidente da República para a discriminação da Comissão Europeia, do Dr. Barroso. É inadmissivel que a fruta de uma região ultraperiférica, símbolo do seu tropicalismo, fique esquecida na lista dos deformados e dos pepinos curvos.
Alice Tavares
 
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