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2008-12-18

 

A Banca não gostou do aviso de Teixeira dos Santos

A crise financeira mundial trouxe várias alterações de comportamentos e impacto no campo das ideias, a que os políticos nas "suas guerras" nem sempre têm sabido corresponder. Houve uma "aceitação" generalizada de uma maior intervenção dos Estados, uma atenção especial aos investimentos públicos e, no caso concreto do Governo português, intervenções em 2 bancos de natureza diferente. Se, no caso do BPN, a nacionalização foi acertada, o que se pode questionar e é a minha opinião, se a nacionalização não deveria ser de todo o grupo para salvaguardar de forma mais sustentada as respectivas contrapartidas dessa intervenção, já no BPP a polémica tem o seu lugar.

Mas houve uma intervenção mais geral para todo o sistema financeiro, a garantia de 20 mil milhões, com o objectivo dos bancos se refinanciarem e, desta forma, proporcionarem liquidez às empresas e famílias.

Há indícios que, para além do agravamento das condições de financiamento, os financiamentos obtidos pela banca tendem a ter aplicações "desviadas" dos objectivos da garantia do Estado. O Ministro das Finanças fez uma ameaça aos bancos que se desviem do trajecto das garantias, retirando-lhes esse apoio.

Concordo com o Professor José Reis, quando hoje diz no DN o seguinte: "as declarações do Ministro das Finanças são, por isso, ajustadas, pertinentes e inquestionavelmente inovadoras.Não restam dúvidas que os bancos, deixados na sua cómoda posição de agentes dominantes, recebem os confortos mas não os retribuem com esforço ou consciência (não vale a pena recordar os desmandos oprtunistas que todos conhecem)".


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