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2008-12-20

 

Morreu a referência da fotografia madeirense




Numa viagem ao Porto Santo, quando o filho, o jornalista Vicente Jorge Silva, filmava na ilha dourada, encontrei o senhor Jorge a bordo do ferry. Um bando de mulheres e homens de um lar de terceira idade, em excursão organizada, cantava a "Primavera das Flores". Deprimente. Nesse momento, o senhor Jorge meteu-me o braço e convidou-me a tomar um café. O objectivo era passar no meio daquela gente.
«Deus me livre fazer parte daquilo. Vou mostrar-lhes que ainda posso ter uma conversa com uma rapariga nova. Pode ser que abram os olhos», disse por entre um sorriso divertido. Lembro-me, sobretudo, da disponibilidade que nutria pelos jornalistas inexperientes.
Jorge Bettencourt Gomes da Silva, decano da Fotografia madeirense e sócio nº 1 do Club Sport Marítimo, morreu ontem. Tinha 95 anos. Nascido a 6 de Outubro de 1913,foi um dos grandes impulsionadores e defensores do património fotográfico na Madeira, descendente de uma família dedicada à fotografia nascida pelas mãos do seu bisavô, 7 anos após a notícia da sua descoberta pela Academia Francesa.
Neste momento, recordo-me de outro fotógrafo, o Raul Perestrello,também já falecido, que guardava toneladas de fotografias em caixotes e que de olhos quase fechados encontrou a Helena Marques (então jornalista do DN do Funchal) a entrevistar o Hemingway de passagem pela Madeira. Foi um privilégio conhecer estas duas figuras.

Foto: DN-Funchal
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