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2009-01-13

 

Diferenças de tratamento jornalístico

Num artigo recente João Abel de Freitas tece alguns comentários a propósito do tratamento jornalístico da actual guerra da faixa de Gaza. O conflito tem tido um enorme eco em França com grandes manifestações contra a agressão de Israel e também manifestações de apoio a Israel ou de solidariedade com as vítimas dos foguetes do Hamas. Tal como é comum nestas ocasiões ambas as partes acusam os jornalistas de desinformação, o exemplo mais extremo é o processo de que foi alvo o jornalista da France 2, Charles Enderlin, por ter filmado em 2000 uma reportagem sobre a morte de uma criança palestina vítima das balas de um soldado. As notícias sobre as vítimas dos atentados suicidas ou dos foguetes lançados contra civis israelitas são também alvo de críticas de alguns defensores da causa Palestina.

Um caso actual de evidente desequilíbrio é o tratamento dado a duas agressões de jovens franceses por razões supostamente ligadas à guerra entre Israel e Gaza. No primeiro caso uma jovem judia de 14 anos foi agredida e insultada por quatro adolescentes de origem árabe de 13 a 16 anos com referências directas à religião e à guerra. O caso foi abundantemente comentado no próprio dia sendo mesmo notícia de abertura de jornais radiofónicos. No segundo caso no passado dia 12 dois jovens de origem árabe foram agredidos à saída de um liceu parisience por membros da Liga de Defesa Judaica por terem recusado um comunicado. A primeira notícia, publicada na altura foi (como podem ver no link) rapidamente retirada para "não entravar o bom desenvolvimento do inquérito". Só passados dois dias e alguma agitação na blogosfera é que a notícia começa timidamente a aparecer.
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