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2009-03-15

 

Açores - o "negócio" de um produto com defeito

O usual - uma boa regra - na aquisição de produtos com defeito é de o vendedor fazer descontos graúdos na proporção do grau de afectação da qualidade por esses defeitos.

Parece que será esta a forma normal de negócio entre privados. A negociação tem aqui o seu papel.

Quando numa situação semelhante entra o sector público as regras do bom negócio tornam -se esquecidas em portugal, ou melhor dito são metidas na gaveta.

Ontem o Expresso deu como manchete, a ser verdade um caso exemplar. Vejam:

Açores paga €48 milhões por navio cheio de remendos

Atenção: o Governo dos Açores encomendou um navio para transporte de passageiros inter ilhas, sem defeitos, aos Estaleiros de Viana do Castelo por 40 milhões. Não só está atrasada a entrega em cerca de 1 ano, como segundo a entidade que supervisiona a segurança dos navios tem cerca de 100 defeitos graves.

Sinto-me no direito de questionar o Governo de Carlos César. Será que não vai aplicar as regras de negócio nesta aquisição de produtos com defeito? Porquê exijo isso? Porque como cidadão também contribuo algo para os Açores. Por isso quero e exijo que os meus impostos tenham uma aplicação de racionalidade económica em todo o território. NãoNnão Nnão vou contar a história


Comments:
O pior é que, como os estaleiros são do Estado, e se trata de um negócio entre o Estado e o Estado, mesmo a responsabilização do fabricante nos vai sair dos bolsos.
 
Certo. Mas há aqui várias peças a separar, admitindo que tudo o que o Expresso relata está certo. Primeiro, acho que os Açores deveriam ou rejeitar o barco ou então comprá-lo por um baixo preço e mandá-lo adaptar, pois segundo entendi há muitos problemas com a segurança e o barco destina-se a transportar passageiros. Segundo, os Estaleiros de Viana devem ser responsabilizados pela obra mal executada, havendo que apurar responsáveis com as devidas penalizações, que, em último lugar, são sempre da gestão do estaleiro.
João Abel de Freitas
 
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