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2009-04-18

 

A quem serve a letra dos XUTOS & PONTAPÉS - "Sem eira nem beira"?

Sou da geração dos Xutos. Lembro-me de vê-los e ouvi-los no mítico "Rock Rendez vous", na Rua de Beneficência ao Rego, espaço anteriormente ocupado pelo Cinema Universal. Não sou fã porque não sou fã de nada. Mas sempre os acompanhei. Trinta anos depois caíu-me a alma aos pés com a letra "Sem eira nem beira". Tenho esse direito e liberdade, da mesma forma que os Xutos tiveram a liberdade de colocarem-na cá fora e de quem quiser cantarolá-la. Cantem-na. Não há problema. Mas, pergunto, só agora se lembraram dizer, precisamente a meses de três actos eleitorais (foram precisos 30 anos?), "eu quero acreditar que esta merda vai mudar"?
Quais são as forças políticas que adoram esta letra e que será, com certeza, hino de campanha de alguns, havemos de saber de quem.
Para mim isto não é "música de intervenção". Discordam? Óptimo. Para mim isto é dar o flanco à propaganda. Discordam? Óptimo. Mas volto a questionar. Onde andaram nas últimas três décadas? Estavam a dormir no cavaquismo? Só agora acordaram? Porquê?
Ai meninos, temos a mesma idade. Eu quero acreditar que a merda da minha geração não se vendeu.

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Comments:
se sempre os acompanhou, deve saber que têm outras músicas com letras do mesmo género. Por exemplo, o tema "Estupidez" é do tempo do Cavaquismo e, esse sim, é bem directo.
 
E este também. Só que mais disfarçado: Têm receio? Não vale disfarce. É contra o actual governo pura e simples.E não se questiona que o seja, assumam-no.
 
Os Xutos com a sua indefinição "do contra quem" estão a servir "duas senhoras". Hoje, já não há clandestinidade, há é mercado e quanto mais ambíguo mais mercado e o que está a dar é ser anti-governo. O problema da tiragem conta.
 
Inocência nesta edição dos Xutos, nenhuma. São menininhos de barba rija e grisalha. A quem servirá, eventualmente, enganaram-se ou não, qual matriz original? Pelo andar da carruagem lá chegaremos. Vendas, esse aspecto parece estar garantido. Utilização nas campanhas é o grande mercado que depois se reproduz. O Tiro mais que certeiro. O dinheiro a comandar. Crise sim imaginação de ganhar com ela, aqui está imaginação e a prova de que tudo se vende. Até a alma, sempre me disseram, tem um preço.
B.Santos
 
Minha senhora não tenha problemas de consciência a sua geração não se vendeu.
O carácter, a solidariedade, e a consciência era a única coisa que podiam vender, mas como essa geração só tem individualismo, e venha a mim quero lá saber dos outros, só lhes resta apoiar os que pensam da mesma maneira.
jojoratazana
"por viver no meio de tantos ratos"
 
Para o autor do primeiro comentário. Conhece a letra de "Estupidez" dos Xutos? Então reveja-a e compare. É, sim senhor do tempo do cavaquismo mas o tema tem a ver com a Europa e o ser português quase francês e espanhol.

Concordo com o autor do segundo comentário. Nada de censura. Por isso tenho direito a dizer o que penso. Mas a liberdade significa também assumir a sua opinião. Transparente.
 
"sem eira nem beira" fala de problemas e preocupações actuais que atingem os portugueses comuns. Por isso é que é um sucesso.
Só os que querem a continuar a meter a cabeça na areia e julgam viver num mundo cor de rosa é que não perceberam que este país está a saque. Os exemplos são mais que muitos... Esses e os situacionistas.
 
Está a saque? OK. Concordo. Sendo assim não há razão para os Xutos dizere, que a referência ao engenheiro não tinha qualquer relação com José Sócrates.
Lilia Bernardes
 
"Sem eira nem beira" fala de problemas e preocupações actuais que dizem muito aos portugueses comuns. Certo. Mas, assinalo comuns. Não são esses portugueses que estão a explorar a letra dos Xutos para tentar passar as mensagens que insidiosamente dizem ir afastar essas preocupações.
O que condeno é que os Xutos não se tenham assumido. Eles de facto também estão é a explorar em benefício próprio- vendas- as nossas preocupações. Têm todo o direito de ser contra Sócrates e o seu governo. Porque não? Mas não de forma encapotada. Mais encapotada ficou quando já tentaram desmentir que não se dirige a este governo, que aquele engenheiro não é José Sócrates, etc. O português comum não é parvo e vai ficar em casa quando for chamado. B.Santos
 
O termo "Sr. Engenheiro" é muito abrangente. Metaforicamente até pode ser entendido como referência à classe política de "doutores & engenheiros" (verdadeiros e/ou aparentados) que nos têm (des)governado nos últimos 30 anos.
Agora os socretinos enfiaram automaticamente o barrete. E o povo associou logo automaticamente a canção ao engenheiro Sócrates. É sintomático...
 
Pensam que somos todos tontos. Pois é. O engenheiro que dos Xutos refere-se à classe, aliás a um sobrinho do irmão de um cunhado de um ministro do PS que subsituiu um do CDS em coligação com o PSD, que, por sua vez, era primo de um outro que esteve no mesmo lugar mas pelo barrosismo. Esta família de engenheiros e doutores também teve um cargo no governo de Guterres, atraves da tia. Antes, porém houve um engenheiro no cavaquismo que se sentou no mesmo lugar. Aliás, o tio-avô já tinha estado no Conselho de Revolução e no gonçalvismo. É destes engenheiros todos que os Xutos estão a falar.
 
Xutos ao poder. Se esses engenheiros todos já atravessaram tudo, desde o gonçalvismo ao socratismo na opinião do comentarista anterior, será que estará a assumir um regreso ao salazarismo?
 
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