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2009-05-13

 

Dois pesos e duas medidas

Estou inteiramente de acordo com o bastonário da Ordem dos Advogados quando afirma: "Eu não posso falar pelo Lopes da Mota, mas se estivesse no lugar dele, demitia-me", e continuando a citar Marinho Pinto "só em Portugal é que nasce um processo assim, numa reunião entre políticos e jornalistas", ... ou "de uma conversa entre colegas", acrescentando que "este caso traz-me à memória o processo de Fernando Charrua".

Acho isto tão esquisito e de algum maquiavelismo, com grande jogo escondido. O que é real é que estamos num país sem justiça, com muitas tramóias e ciladas e onde marca pontos o mediatismo. E daí os dois pesos e as duas medidas, porque sempre se disse e com fundamento legal que até à condenação do indiciado se presume a sua inocência e o processo disciplinar a Lopes da Mota ainda nem começou. Mas na boca dos partidos já está o homem condenado. Foi o que se ouviu das reacções. Logo, rua com ele.

Mas, independentemente disso, Lopes da Mota só fazia bem em demitir-se do cargo que ocupa, mesmo não se considerando culpado. Esvaziava o conteúdo do processo.

Dir-me-ao outros, demitir-se é não dar luta. Luta para quê num casos destes. Conduz a que objectivos? Está tudo inquinado. Quantas são as capelinhas? Nem leva a mais justiça, porque não é isso que se pretende.


Comments:
Os senhores da Justiça, procuradores e juizes+PJ ninguém lhes toca. "Deuses terrenos". Na sua maioria, "deuses" muito mesquinhos. Têm estatuto de não alinhados politicamente, para enviesar tudo políticamente. Podem fazer todas as patifarias que ninguém lhes toca. Há leis para os outros. Eles interpretam-nas como querem ou consoante a sua idiossincracia por mais estúpida que seja. E quem paga os efeitos maléficos, os cidadãos. Uma classe de pulhas, salvo raras excepções. Num estado de direito há que exigir decoro a esta gente. Como? Não sei.
 
Este país está mesmo muito perigoso.Quando penso que estas armadilhas e traições se passam dentro do Ministério Público entre pares fico aterrorizado.
 
Nem mais, não existem já condições para que este se mantenha no cargo, independentemente da justa e legítima presunção de inocência. O magistrado deve por isso suspender o cargo e evitar mais embaraços ao Ministro da Justiça e ao Governo que o nomeou
 
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