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2009-05-04

 

A sondagem hoje publicada no DN agrada-me ...

em termos simbólicos, é claro. ...

Sempre ouvi dos políticos: "as sondagens têm o valor que têm", mesmo para os que saem delas beneficiados. É a única saída dos visados. Uns, para esconder temporariamente "o terror" dos maus resultados e, outros, para insinuar que ainda esperam melhor. É "o politicamente" correcto. É assim e não vamos esperar outra reacção.

É o meu caso, apesar de não político, mas com tendência política clara. Lá, no intimo e não só, ficaria muito satisfeito que as esquerdas atingissem nas legislativas os 60% desta sondagem da Católica ou mais ainda.

Bem, isto são os meus desejos. A realidade é bem mais triste como está cheia de ensinamentos acerca das esquerdas a história portuguesa.

O problema será pós resultados. Como governar?

Uma resposta nesta sondagem é muito significativa. Aquela que, no meu entender, é mesmo a mais importante: face à pergunta de que algum partido da oposição faria melhor que o actual governo, se estivesse a governar, 54% respondem que não. É esmagadora esta resposta para que as outras esquerdas não pensem no seu significado.

Já sei "a interpretação" pública das oposições a esta questão, não preciso que ma digam. O governo é uma máquina de propaganda, é Televisão, etc, etc. E só pergunto quando lá estiveram, os que estiveram, (isto tem a ver com a direita) também não o foram?

Alguma vez reflectiram por um momento as diferentes oposições que esta resposta significa que as suas propostas de governação desta crise, que é o que vai "comandar" estes actos eleitorais, não passaram ou não se tornaram credíveis?

A minha questão é outra ainda? Se estes ou próximos destes ficarem os resultados efectivos, como se formará governo?
Deles, sair um bloco central é um contrasenso, diria mesmo vai contra as nossas entranhas.

Mas, com Primeiros de Maio assim, nada augura de exemplar e não é só pelas palhaçadas. É pelo conteúdo e pela reacção dos responsáveis, esses sim é que têm a obrigação e a responsabilidade cívica e política de construirem uma saída, de acordo com o voto político do País.


Comments:
Se as esquerdas tiverem a maioria e tudo se encaminha para isso, a vitória real seria um governo á esquerda. Só o bloco poderia fazer parte disso. Mas há que procurar interlocutores. E aí Manuel Alegre poderá ter um papel fundamental.

Mas LouÇã terá que em termos económicos assumir mais o papel de Professor (o que escreve nessa função) e menos o de líder " Radical demagógico".
Ana Isabel
 
Mas igualmente espantoso nesta farsa Marinha Grande II é o facto de entre os protagonistas bloquistas identificados um ser de Coimbra e outra ser assessora parlamentar do Bloco e portanto sobejamente conhecidos da delegação do PS (de Vital e Vítor Ramalho pelo menos) e contudo Vital, Vitalino e Sócrates insistirem na difamação ao PCP! Mesmo sabendo dos factos.
 
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