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2009-07-18

 

Henrique Granadeiro: Não sou cabo de ordens de ninguém

É a frase de capa da NS - notícias sábado de hoje, proferida por Henrique Granadeiro, numa sua grande entrevista, onde aborda muito do que foi e sobretudo do quer para o futuro.

Falo desta entrevista de Henrique Granadeiro pelo seu conteúdo na globalidade. Sente-se nela um homem preocupado com os problemas do país, pensa por si e rejeita aquela triste ideia que muito se enalteceu quando Cavaco era primeiro ministro de que era bom para Portugal "ser bom aluno, submisso, da UE".

Mas, no particular, porque a entrevista, em que há críticas a Sócrates, Ferreira Leite e Cavaco Silva, aliás, de algum modo, sobre o mesmo tema, a reacção face ao contrato que não se estabeleceu entre a PT e a TVI, se encaixa no momento actual. Porque não reagem agora Cavaco Silva e Ferreira Leite acerca da revisão constitucional, apresentada pelo PSD/M de Alberto João Jardim?

Concorde-se ou não com o conteúdo da proposta de revisão, o Dr. Alberto João fez o seu papel e com sucesso tamanho: Por um dia foi rei dos ecrans nacionais.

Agora Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite demitiram-se até à data do que deviam fazer. Ou seja, intrometeram-se onde não deviam num negócio privado, melhor dito numa guerra partidária contra o PS e agora chutam para o lado e assobiam.

É por esta intervenção desastrada de claro oprtunismo político, que cito as palavras de Granadeiro sobre o tema para que se entenda melhor estão questão.

"Houve uma utilização política? - pergunta o jornalista.

Foi claramente uma utilização política da PT num combate interpartidário. Não compreendo a presença do presidente da república a esse nível, seguramente terá elementos que não conheço e que terão conduzido a ter uma intervenção tão anómala.

Terá a ver com a questão de Manuela Ferreira Leite ter alertado para a hipótese de a linha editorial da TVI poder ser alterada?

Falou sobre isso e respondi-lhe dizendo que estivesse tranquila porque sabia o que era isso porque tinha sido vítima do mesmo, por sinal num governo PSD. Comigo não haverá ingerência dessas na linha editorial e escusava a senhor de assumir as dores de que nós íamos cometer um crime contra a liberdade de imprensa."


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