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2009-07-18

 

LISBOA (1)

A campanha para a Câmara de Lisboa começa a desenhar-se melhor apesar de irremediavelmente ensarilhada com as legislativas e a disputa do poder dentro do PS.

De resto, a presidência da CML tem sido, para o melhor e para o pior, uma plataforma giratória visando lugares institucionais de topo.

António Costa tem a seu favor, - já a contar com uma eventual saída da presidência - Helena Roseta, à vista, e Manuel Alegre, no futuro. Conta ainda, no imediato, com José Saramago e Carlos do Carmo, olhados com tolerante desaprovação pelo eleitorado da CDU. Pode ainda averbar, na coluna das coisas favoráveis, o despesismo populista de Santana Lopes (que quase ninguém sabe muito bem o que é...), o ex-bloquista Sá Fernandes (a que o eleitorado Bloquista revira os olhos) e, finalmente, um sentimento difuso e tíbio, que aspira a tornar-se "pensamento" sem o conseguir, para sustentar a tese do "voto útil" das esquerdas.

Tem, no entanto, contra si e a sua lista, a queda de popularidade do Governo das suas cores, e do 1º Ministro José Sócrates, com os seus tardios, desajeitados e incompreensíveis apelos; os "Contentores de Alcântara", mailo mirífico e trôpego ponto programático do aumento das tarifas de estacionamento na cidade (mais na baixa e menos na periferia).

António Costa desenvolve, assim, um complexo de cerco em face da "ameaça" que os "invasores" quotidianos da capital parecem representar.

Em vez da aposta em melhores transportes públicos, que parece ser a única solução para desencorajar sustentadamente a circulação automóvel na cidade, opta pelo velho e relho (e neoliberal) castigo tarifário cuja eficácia se abate, quase exclusivamente, sobre quem tem menor poder de compra.

Enquanto Santana Lopes se prepara para promover os seus túneis (um deles, pelo menos, inspirado em estudos realizados por actuais apoiantes de António Costa), anunciando melhores escoamentos de tráfego e aperfeiçoamento na regulação de fluxos, António Costa avança, determinado, à frente das milícias da EMEL.

Por este andar, a chamada de Roseta para as listas do PS, é capaz de não ser suficiente para travar Santana Lopes.

As políticas públicas da CML necessitam de um outro tipo de propostas, e a mobilidade urbana merece um pouco mais de imaginação.

Comments:
roseta não trava nada !
ainda bem que está a pagar , o que pediu emprestado , saiu-lhe cara a briga com Sócrates ! A Tal carta sem resposta !
enganou o eleitorado há dois anos , agora já não engana ninguém no seu nichino de poder !
vai pagar caro !
Impostora!
 
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