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2009-09-13

 

“Paranóia” Público-Belém

O provedor do leitor, Joaquim Vieira, revela hoje no Público, o caso das “escutas” do Governo ao Presidente da República, uma intriga política cozinhada entre um acessor de Belém e aquele jornal.
As “escutas” inventadas pelo assessor do PR e publicitadas com alarme pelo Público em 18 de Agosto com a manchete: “Presidência suspeita estar a ser ‘vigiada pelo Governo”. passou a ser a prova que faltava para dar um arremedo de credibilidade à estulta acusação da “asfixia democrática”, uma linha central da campanha do PSD e de Manuela Ferreira Leite, cujo currículo académico não regista nem um pio contra a ditadura, enquanto assistiu, em toda a sua vida universitária às perseguições e à prisão de centenas de universitários seus colegas que lutavam pela liberdade e até ao assassinato de um deles (Ribeiro dos Santos) às mãos da PIDE.
Uma parte do enredo montado pelo assessor de Cavaco Silva e pelo Público (com intervenção directa de José Manuel Fernandes) não apresenta factos e a que os apresenta, a investigação de Joaquim Vieira revelou que eram forjados.

A denúncia de Joaquim Vieira é reveladora do trabalho sujo em que acenta a campanha da "verdade", da "honestidade" e da "ética" do PSD e de Manuela Ferreira Leite e
pode ser lido aqui [link].
Para amostra três parágrafos:
___________

... «Este caso não só se reveste de enormes implicações, por estar em causa a relação entre dois órgãos de soberania, como suscita diversas questões relacionadas com a prática jornalística, o que levou o provedor a aprofundar a sua investigação muito para lá da queixa do adjunto governamental, abrangendo todo o procedimento do PUBLICO no processo.

O provedor pôde concluir que o contacto inicial de um membro da PR com o jornal para se queixar da “espionagem” de S. Bento sobre Belém, e até da possibilidade de escutas telefónicas, se deu há cerca te 17 meses, pouco após a visita de C.S. à Madeira. Mas ao longo deste quase ano e meio a mesma fonte não apresentou qualquer indício palpável da existência dessas escutas, pelo que a possibilidade de termos aqui um Watergate luso, como chegou a ser inventado entre as inúmeras reacções que a notícia desencadeou, é no mínimo um insulto a Bob Woodward e Carl Bernstein, os jornalistas que denunciaram o caso original.

Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do PR minar a relação institucional (ou a “cooperação estratégica”) com o Governo.»
___________

Neste relato de Joaquim Vieira o que surpreende não é o papel do Público mas o comportamento de Cavaco Silva que ao não querer desmentir a atoarda fabricada no seu palácio, compromete a sua isenção relativamente à campanha eleitoral e diminui a estatura da primeira figura do Estado.

Comments:
BEM HAJA ; Meu CARo amigo já era tempo de desmontar com clarividência , este mito político e ideológico ...
Boa Achega a sua a credibilidade da Madre Manuela Da Costa Da Caparica , provabvelmente até cuspiu no chão depois da morte de Ribeiro Santos ...
Apreço
LR
 
Faço link no A Nossa Candeia. Abraço :)
 
Então não querem lá ver que Cavaco é mesmo de direita?
Ah!
Agora que a Manuela está com um pé no estribo do poder, Cavaco compromete a convergência estratégica...
Grande patife!!!
Será para empurrar Sócrates para esquerda?
Obrigado Sr. Narciso.
Bem haja.
Vou linká-lo para o SIMPLEX.
 
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