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2009-11-29

 

Lido e entendido (único)



Manuel Correia resolveu presentear-me com três “posts” em que comenta a minha entrevista ao Diário Económico de sábado passado e recomenda a sua leitura. Com uma fotografia minha, uma fotomontagem em que sou visado e cópia da 1ª página do Diário Económico. Estou desvanecido.

Com amizade, quero retribuir com um breve (e único) comentário, com alguns esclarecimentos, a que também acrescento a sua foto. Está um pouco escondido atrás da chávena, mas é a única foto de que disponho, neste momento.

Primeiro, para dizer que a minha referência aos autores do nosso Blog não se circunscreve aos membros da equipa do PUXAPALAVRA, mas a todos os autores de textos, incluindo os que fazem comentários aos “posts” publicados pelos membros da equipa. Mais, não incluo o Manuel Correia nos autores próximos do PCP: na verdade, nem sei do que ele está próximo, tal é a diversidade e heterogeneidade das posições políticas e ideológicas que, normalmente, defende, o que está no seu pleno direito e donde, evidentemente, não vem nenhum mal ao Mundo.

Segundo, para dizer que, no que se refere ao Terminal de Contentores de Alcântara, foram apresentados e estão publicados os estudos, feitos por entidades credíveis e independentes, que sustentam que a prorrogação do Contrato de Concessão então existente é a solução mais vantajosa para o País. Nunca vi publicados nem conheço estudos que sustentem outras opções. Como julgo ser compreensível, não me podem exigir que opte por soluções que, em consciência, considero ser piores para o País. Terão que ser outros a assumir essa responsabilidade.

Para a correcta utilização dos dinheiros públicos deve-se recorrer, como é evidente, às formas que, para o efeito, estão previstas na leis portuguesas e da UE, e que são também seguidas em muitos outros países que têm idênticas preocupações. Aliás, como é referido no relatório da auditoria do Tribunal de Contas
, «…(a) opção pela prorrogação do prazo da concessão (corresponde) a uma solução baseada no tradicional mecanismo do reequilíbrio financeiro, de prática, aliás, comum e generalizada nas concessões em Portugal…».

Também não é, certamente, por acaso, que esta foi a solução recentemente adoptada para resolver problemas semelhantes em portos como, por exemplo, Barcelona, Hamburgo, Malta e Buenos Aires.

Ainda sobre esta questão, e no que se refere à solução adoptada, é de referir que o Ministério Público, depois de analisar o já citado relatório da auditoria do Tribunal de Contas, concluiu que
«Por não se evidenciarem infracções ou irregularidades financeiras ou outras que importe conhecer, no âmbito das atribuições deste Tribunal, entendeu o MP não desencadear qualquer procedimento jurisdicional».

Terceiro, para dizer que o Manuel Correia omite, não sei se por distracção, o que eu disse preservar do tempo da minha militância comunista. Como afirmei e está claramente escrito na entrevista, não mudei nada em relação ao que são os grandes princípios e valores que sempre defendi. O que acho é que a forma como defendia esses grandes princípios e valores, através de uma organização política como o PCP, se revelou muito insatisfatória, não obstante haver muitos traços do funcionamento do PCP, como os que indiquei e o Manuel Correia refere, que mantenho na minha forma de actuação.



Comments:
É pena que este seja o único comentário do engº Mário Lino. Estávamos com saudades suas.
E a Lilia Bernardes já não escreve? E o João Abel aposentou-se da blogosfera? Ai que este Puxa precisa de uma terceira via ou de uma plataforma.
Maria Teresa
 
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