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2009-12-15

 

GATOS GORDOS


Obama chamou à casa Branca os presidentes dos 12 maiores bancos norte-americanos para os admoestar contra o escândalo de continuarem a locupletarem-se com prémios de milhões de dólares. 10 e 20 milhões! De uma banca que recebeu milhares de milhões dos contribuintes para não ir á falência.
No seu discurso tratou-os por "gatos gordos" e disse: "não me candidatei a presidente dos EUA para ajudar um bando de banqueiros de Wall Street". "eles são parte do problema e terão de ser parte da solução".
Veremos quem tem mais força neste braço de ferro.
A relação de Obama com os banqueiros tem vindo a azedar-se (Telejornal da RTP das 20h de hoje) nas últimas semanas na sequência da intensificação da sua actividade de lobby no Congresso para contrariar as medidas de maior regulamentação dos bancos que o presidente quer fazer aprovar.
Citibank, JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e outros grandes bancos são acusados pela Administração de dificultarem os empréstimos em especial a pequenas e médias empresas e prejudicarem a recuperação da economia (e o apoio do eleitorado a Obama, acrescento eu).
Os banqueiros estranham. Porque ainda há menos de um ano quem dizia ao presidente dos EUA o que devia fazer sobre o mundo financeiro era um executivo da Wall Street , Henry Paulson que veio direitinho da presidência do Goldman Sachs para Secretário de Estado do Tesouro. Era ele que muitas vezes bichanava ao ouvido de W. Bush para que desse as respostas certas aos jornalistas.
Aqui está um excelente exemplo para Sócrates seguir ou se ele não se atrever bom assunto para uma coligação negativa na AR. Exemplo excelente e com a enorme vantagem de vir de Washington e não de Moscovo, que apesar de todas as mudanças causa sempre reacções pavlovianas.

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