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2010-04-26

 

António Barreto, a educação e a justiça (2)

Continuando a registar o pensamento de António Barreto sobre educação e justiça.

DD - Da justiça diz que ela é refém dos grandes grupos profissionais, dos magistrados, dos procuradores, dos advogados. Em certo sentido, a educação, também tem esse problema, está refém das corporações e dos interesses das corporações?

AB - É a títulos diferentes, falamos de números e de ideias diferentes. Na educação, o princípio filosófico, moral, cultural, que informa a educação é algo de muito organizado, tem 30 ou 40 anos e não é só português. São modas pedagógicas que começaram nos EUA nos anos 50 que estão agora a ser corrigidas e que espero - com um bocadinho de optimismo, apesar de vocês pensarem que sou muito céptico - que, em Portugal, com dez ou 20 anos de atraso sobre os EUA, acabaremos por corrigir. Na justiça, não é a mesma coisa, no sentido em que não parece haver um princípio informador, ideológico, uma política informadora. São mais organizações de interesses e tradição corporativa que têm aprisionado a justiça portuguesa.

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