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2010-11-01

 

O novo "ciclo" orçamental

Esperemos que este novo percurso de aprovação formal do OE que começa amanhã seja recheado de menos peripécias e, sobretudo como disse e bem Francisco Louçã, sirva menos a agenda da campanha eleitoral de Cavaco Silva.

Esta mesma realidade foi ontem também reconhecida por Marcelo Rebelo de Sousa, nos seus comentários de Domingo, embora dita de outra forma. Marcelo afirmou que o avozinho simpático, ou seja, o dr. Eduardo Catroga, soube muito bem desviar a ruptura das negociações para que não coincidisse com o dia da apresentação da recandidatura de Cavaco Silva. Melhor golpe?!

O Governo, para além do mau orçamento apresentado, transigiu em coisas fundamentais com a trajectória hesitante de negociação que usou, não se percebendo aonde desejava chegar e onde pretendia parar.

Tenho recebido algumas observações sobre a minha posição crítica de fundo em relação a este orçamento.

Registo as duas razões de fundo porque considero mau este orçamento.

Estou de acordo com a necessidade de um orçamento severo. Só que esse orçamento deveria respeitar uma melhor equidade na distribuição dos custos, o que este orçamento não cumpre. É mais penalizado quem tem menores recursos, sobretudo a classe média/baixa. Segundo, esse orçamento deveria contemplar investimento numa visão de futuro e ser cuidadoso no corte das despesas de natureza social e também não cumpre estas premissas.

Daí afirmar que social e economicamente se trata de um mau orçamento.

Eventualmente vai contribuir para a redução do défice mas não para o desenvolvimento

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