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2010-11-19

 

Tribunal de Contas arrasa gestão hospitalar

A análise do tribunal de contas à gestão hospitalar e ao papel do Ministério da Saúde neste domínio é deveras assustador.

Revela que os gestores hospitalares não gerem. Executam ordens do Ministério. "Trata-se de Conselhos de Administração que não lhes é reconhecida autonomia decisional para administrar os hospitais".

Se é assim, se não é para gerir que estes administradores são pagos, qual a razão para auferirem o ordenado de administradores ?

Mas para além disto, entre muitos outros aspectos, o relatório é demolidor quantos aos gastos com os médicos tarefeiros ao provar que cada vez vez se paga mais para uma produtividade mais fraca, pois não tem havido mais doentes atendidos.

A auditoria do tribunal de contas é deveras esmagadora e afirma que o controlo é inexistente.

Ora, com esta actuação a ministra Ana Jorge não está a defender o Serviço Nacional de Saúde que tanto diz, pois está a dar trunfos a quem está contra alegando que é muito dispendioso ao Estado.



Comments:
No Estado Novo o T.Contas era um adereço, a que ninguém ligava nada. O Governo nomeava para lá uma meia dúzia mangas de alpaca com a designação de juízes e ninguém dava pelo "venerando" -era assim o título-. A diferença essencial, agora, é que uns espaços escondidos num velho edifício da baixa passaram a dispor de boas instalações e um rico quadro (juízes procuradores técnios directores gerais etc. etc. generosamente remunerados. Independentemente do que anime os profissionais, qual tem sido o resultado da mudança? Alguma vez o governo foi limitado nos seus desmandos por acção do tribunal? Não me lembro!
Quanto à ministra, não me parece que possa fazer grande coisa mesmo que estivesse bem intencionada. Formalmente, está no cume de um orçamento gigantesco de onde se alimentam lautamente grupos poderosíssimos, e não são só os médicos!. Lembro aqui as notícias recentes sobre as manobras de Vara e Ciª para interferir nesse mesmo ministério a mando da ANF. Uma pergunta inocente: recentemente foi determinado administrativamente uma descida dos preços dos medicamentos 6%! Se era só assim, porque é que essa descida não foi decidida há mais tempo? E só podiam descer 6%?
 
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