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2010-12-15

 

As últimas medidas do governo

Ainda não se conhecem em profundidade as medidas e o seu alcance.

Mas o pacote, tudo indica, contém medidas de âmbito diferente.

Umas de facto poderão ter impacto bastante positivo na economia, designadamente as relativas a exportações e a regeneração das cidades. No âmbito do trabalho, com o objectivo de recuperação de empresas, não é com salários baixos ou com a redução das indemnizações a pagar aquando dos despedimentos que as empresas se recuperam economicamente.

Estas últimas são medidas socialmente pouco dignificantes e fazem-me lembrar velhos tempos em que a subida de inflação era sempre atribuída pelos defensores do poder aos salários. Parece tempo de ir rever, para quem esteja desmemoriado, alguns escritos de Pereira de Moura e de Armando de Castro e de outros de antes do 25 de Abril que demonstraram que as causas reais não tinham essa origem.

Mas muito esquisito ainda neste processo é a postura do governo face aos parceiros sociais.

Pelo que hoje aconteceu sinto que o País começa a pensar mesmo em parceiros sociais de 1ª e de 2ª sendo os de segunda os sindicatos e os de primeira as representações patronais.

Finalmente, estas medidas são de "inspiração" europeia, designadamente as de carácter social.



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Como diz Ana Draco houve uma remodelação ministerial de que o País não se apercebeu. O Presidente da CIP passou a porta voz do governo para o anúncio de medidas anti- trabalhadores.
 
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