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2011-01-15

 

Não há machado que corte a raiz ao pensamento

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Recebi este e-mail de pessoa amiga. Para mim é da maior oportunidade divulgá-lo, pelo alerta que faz para que se fale de temas marcantes da nossa História. Alerta ainda para o facto da nossa comunicação social andar longe de temas importantes da sociedade portuguesa e antes se debruçar sobre temas marginais.

O momento eleitoral e a forma como os candidatos são questionados, já sem referir como são tratados pela comunicação, alguns pura e simplesmente olhados e tratados com desdém, como José Manuel Coelho, são a prova da grande marginalidade dos problemas tratados.

Aqui registo então o conteúdo do e-mail.

As poucas falas, os parcos conteúdos transmitidos e o quase inexistente tempo de antena dados à matéria noticiosa sobre o Coronel Vitor Alves, no dia 9 de Janeiro, revela-nos que o pretenso serviço público de comunicação social privilegia a especulação de factos conjunturais, explorando níveis de criminalidade, até à exaustação, em detrimento de factos estruturantes, nomeadamente, os ligados à Revolução de Abril, à conquista dos direitos humanos para todos, às lutas pela liberdade e à defesa da Constituição da
República Portuguesa.

A televisão é um fórum poderosíssimo de actuação simbólica, de intervenção no espaço público e de formação de opinião, não esquecendo a rádio e a imprensa escrita. Entre a homenagem a Vitor Alves, um dos protagonistas da consolidação dos valores da mudança da sociedade portuguesa, e o crime de Nova Iorque, os órgãos de comunicação social preteriram a primeira matéria noticiosa e destacaram a segunda, considerando o crime como a informação necessária e útil à vida colectiva portuguesa.

Tal destaque é mais um exemplo das opções editoriais do pretenso serviço público de comunicação social. Não há neutralidade na escolha. O silêncio tem valor de mensagem. E, a mensagem transmitida foi e é apagar a história dos protagonistas de Abril e de todos aqueles que estiveram e estão ligados à defesa dos seus ideais expressos na Constituição da República Portuguesa.

Nesse dia, esperava “ouver”, como diz o José Duarte (dos 5 minutos de Jazz), ouvir como quem escuta e olhar como quem vê, um material noticioso de homenagem ao Capitão, Major em Abril, Vitor Alves. Nada disso
aconteceu.

Certamente, não foi por falta de material em arquivo existente na RTP sobre Vítor Alves. Decerto, não foi pela falta de jornalistas competentes que a RTP tem nos seus quadros. Não foi por falta de informação sobre o contributo que deu à sociedade portuguesa ao longo da sua vida.

Foi a escolha dos editores, que devem ser responsabilizados, que levou a que o Coronel Vitor Alves, militar de Abril, como tantos outros, tenha sido menosprezado pelos órgãos públicos de comunicação social.

Compartilho dos ideais a que a vida de Vitor Alves esteve ligado e deixo registada a minha indignação e protesto.
13 Janeiro de 2011
Conceição Lopes
Membro da Civitas Aveiro. Cidadãos do Mundo. Associação 25 de Abril

Comments:
Estou completamente de acordo com o texto acima, esqueceram um militar, um homem,porta voz da revolução de Abril de 1974, para a R.T.P., passar o dia todo, a dar informações detalhadas, de um crime passado na América.O que os responsáveis da RTP.,viram, é que tal informação, enchia audiências, ao contrário, de falar de uma figura muito importante para o país,que já teve o seu tempo, e na altura certa, se retirou da vida politica, com toda a sua dignidade.
Vilaça Costa
 
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