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2011-02-12

 

Atitudes tristes na Política Portuguesa

Dois episódios merecem algum destaque e notas: a anunciada moção de censura do BE e a ida ao Parlamento de Rui Pereira sobre a trapalhada das eleições.

São episódios diferentes e pouco dignificantes pelo absurdo que, em nada, credibilizam a política nacional.

A não ser por uma questão de Marketing concorrencial não se atinge o alcance da jogada de Francisco Louçã, tanto mais que poucos dias antes defendera a inoportunidade da moção de censura.

Mas para um Professor de Economia diga-se que como jogada de Marketing e de antecipação é de muito pouca qualidade e criatividade.

Há quem dentro da suas fileiras e com alguma razão apelide esta jogada de grande infantilidade ou afirme (outra sensibilidade bloquista) que F. Louçã às 2as, 4as e 6as defende uma posição política e nos restantes dias uma outra diametralmente oposta.

Quanto a Rui Pereira, tratou-se de um desastre. O Ministro ou no mínimo a Secretária de Estado deveriam ter tido a ombridade de se demitir.

Não acredito pela minha experiência de Administração Pública em cargos de chefia que tenha sido o Director Geral, Paulo Machado, o responsável do sucedido. É que não foi mesmo. Há culpas quando muito repartidas.

Tornaram Paulo Machado o bode expiatório porque não assumiram como deviam a responsabilidade do sucedido.

Posso aceitar que o Ministro não se demitisse, posso aceitar que não estava a par do problema, mas que não tenha demitido a Secretária de Estado é inaceitável.

Temos um País a saque e o governo não se saiu bem deste episódio.

Estamos todos à espera que o Primeiro Ministro um dia destes ponha cobro a estas situações que só denigrem o poder político. Acima de tudo são atitudes feias, cobardes e sem ética.

Comments:
A trapalhada é ainda maior do que julga!

No dia 8 de Fevereiro, terça-feira, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda declara ao Público que a sua bancada não está disposta a dar a mão ao PSD e CDS. "Não nos colocamos na posição de facilitar a vida à direita portuguesa", afirmou, lembrando que o que poderia significar uma moção de censura aprovada. "Derrubar este Governo para introduzir a revisão constitucional do PSD não é aceitável". O BE repete que discutir uma moção de censura neste momento "não tem efeitos práticos".

E contudo, sabemos pela Leonor Botelho no Público de hoje, que “Pureza afirmou que a decisão de apresentar a iniciativa (moção de censura) foi tomada em comissão política, terça-feira, quatro dias depois de Louçã ter afirmado, no fim de uma reunião da Mesa Nacional, que não era oportuna uma moção de censura, que o PCP já admitira ponderar.”

http://ww2.publico.pt/Pol%C3%ADtica/bloco-esvazia-a-sua-mocao-e-psd-ja-prepara-a-abstencao_1479912?p=2#Comentarios
 
Caro João Abel de Freitas,
Fiz link.
Obrigado.
Abraço.
 
Ana Paula. Muito grato. Um abraço
João Abel
 
avô sabes agora também tenho um blog com o nome parecido so teu chama-se "Puxanoticia"
 
De: Zé T. , em Luminária

Abram os olhos e agradeçam ao Louçã...
o que o BE fez, de facto, foi :

- tentar dar a (re)volta ao status quo político-partidário (não conseguiu, ainda),
- precisar posições partidárias (parcialmente conseguido, faltam o cuidadoso PCP e o CDS, oportunista noutro sentido), e
- um grande favor ao PS-governo (obrigando PSD a dizer que não votará a moção de censura).
 
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