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2011-02-20

 

Financiar-se acima de 7% é irresponsável

... é o que diz Wolfgang Munchau da Eurointelligence Advisers em Bruxelas e cofundador na Alemanha do "Financial Times Deustschland".

É o que algumas pessoas também pensam, em Portugal, mas não dizem ainda de viva voz.

De facto, não é possível a um país continuar a endividar-se a estas taxas. Seria o caminho da bancarrota.

Wolfgang aconselha que Portugal não faça mais leilões e que se financie através de colocações sindicadas.

Com isto não se resolve a situação de Portugal porque não pode eternizar-se, mas adia, até ver se ao nível da União Europeia se tomam as medidas adequadas à defesa do Euro. As posições de Merkel são de uma grande miopia, porque estão a contribuir para que o espaço europeu perca relevância no Mundo.

Caso contrário restarão poucas dúvidas que o recurso ao FEFF e ao FMI não há-de tardar muito.

Já se ouve Durão Barroso a dizer que Portugal tem a porta aberta na União. É só bater.

Não será um indício de que a porta já se encontra entreaberta?!

Começo a ter dúvidas de que atrasar algo que vai suceder não acarrete situações mais dramáticas.

Até ao acordo em Março é de aguardar. Se o acordo der em desacordo nada haverá a fazer.


Comments:
Leio muitos comentários, pensamentos, desabafos como o seu e até os acho compreensíveis. Porém, carecem dum confronto com um dado importante: Sabe a taxa de juro que Irlanda e Grécia pagam neste momento? Isto é, tendo recorrido ao Fundo europeu de estabilização? Não se ouve falar muito deles, é verdade, mas procurando a informação na internet encontra-se.
Os juros estão altíssimos, é um facto, começam a ser incomportáveis. Mas sê-lo-iam também com o recuro ao FEEF+FMI. E a opinião do Financial Times representa, com toda a legitimidade aliás, uma visão da situação e sobretudo da sua resolução.
Sofia Carvalho
 
Senhor Abel de Freitas e Senhora Sofia li num blog que o apoio que o BCE dá aos países em dificuldade como Portugal é emprestar dinheiro aos bancos a 1% para estes emprestarem dinheiro ao Governo português ou outro dos PIIGS a 5 ou a 7% com a garantia de que o BCE lhes comprará esses mesmos títulos da dívida a juros de 5 ou 7% quando aos bancos já não convenha arriscar mais tempo. É assim?
A. Castro
 
Atrasado é verdade porque não estive atento aos comentários.

À Sofia apenas quero dizer que "conheço" a realidade da Irlanda e da Grécia. A questão de fundo é: Portugal está a ser empurrado para um beco sem saída ou não? Está enquanto a UE não tomar medidas sérias e não vai tomar porque Merkel está mais preocupada com o seu País (visão muito míope entendo eu)e então poderemos ter taxas sempre a subir até onde?
Daí que ou conseguimos fugir e vamos negociar de outra forma (com a China, Brasil, etc, por exemplo) ou não nos aguentamos.
João Abel de Freitas
 
Boa noite João Abel de Freitas,

"Portugal está a ser empurrado para um beco sem saída ou não? Está enquanto a UE não tomar medidas sérias e não vai tomar porque Merkel está mais preocupada com o seu País (visão muito míope entendo eu)e então poderemos ter taxas sempre a subir até onde?"

Totalmente de acordo consigo, só que recorrer ao FEEF+FMI não resolve o problema e alivia Merkel e não só (os eslovacos,embora contem menos, têm uma posição de um egoísmo chocante). Na minha opinião será necessário a Portugal unir-se a outros estados e entrar num jogo de pressão. É aliás assim que se faz em qualquer negociação. Se o FMI chegar, como se costuma dizer, não será o fim do mundo nem do problema. Será o fim da Europa da convergência e sabe-se lá de mais o quê. Mas parece que as mensagens que sabiamente são colocadas nos media para desgastar a opinião pública surtem o seu efeito: quem se queixa da injustiça das medidas do pacote de austeridade acaba a ceder à pressão e a ponderar da bondade da vinda do FMI.Irónico.
 
Olá Sofia,

Estou de acordo consigo em quase tudo. Mas não vejo grandes hipóteses de alianças. Nem mesmo com Espanha. Aliás, toda a UE está a tentar que a situação de Portugal "descole" da de Espanha, porque esta seria bem mais difícil pela dimensão.
O que me parece é que a UE não tem estratégia como um todo e deixa Merkel comandar, o que pode a prazo com a estratégia alemã levar a um apagão da UE
 
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