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2011-04-29

 

Aproveitar a crise para diminuir os abismos sociais

Dizem que inteligente é transformar um momento de crise numa janela de oportunidades. Estou a ver uma. E, pois claro, vou aconselhar a troica, o Sócrates e o Passos.
Exmºs Senhores como sabeis tivemos o triste recorde de sermos o país da UE com o maior fosso entre os 20% de população mais rica e os 20% mais pobre. Agora estamos no 2º pior lugar quanto a desigualdade social, a seguir à Letónia e a par da Bulgária e da Roménia.  O rendimento daquele grupo é mais de 6 vezes maior que o deste. Na UE a média é um pouco superior a 4 (ver gráficos dois posts abaixo).
Aproveitem o momento para levar Portugal a atingir uma boa (e moderada) meta europeia. Tornar Portugal mais igualitário. Limitar os rendimentos dos 20% de portugueses mais ricos de modo que não ultrapassem em conjunto 4 vezes o rendimento do conjunto dos 20% mais pobres. Baixaríamos assim, sem custos sociais, o fosso da escandalosa desigualdade da sociedade portuguesa e arranjaríamos dinheiro para pagar as dívidas.
Já estou a ouvir as objeções. É que os muito ricos são poucos e o que se recolhia não chegava para tapar o buraco.
Há um equívoco. É que nesta sábia e honesta proposta não se está a imaginar impostos que tirem 10 ou 15% aos grandes rendimentos.  Não. Seriam impostos bem cristãos que reduzissem rendimentos mensais de 100 ou 200 mil euros para 15 ou 30,  reduzissem os de 20 ou 50 mil para 10 ou 12. Temporariamente. Até vencermos a crise.
Como? Com impostos adequados nos patrimónios das grandes fortunas, nos rendimentos "pornográficos. Taxas de IRS como Roosevelt, nos anos 30 e 40,  aplicou nos  EUA com escalões até 70 e 80% ou Eisenhower que chegou aos 90% , como revelou Paul Krugman no seu livro a Consciência de um liberal.
Seria um roubo? Seria apenas um pouco mais de justiça social, poupávamos à fome e ao desespero os mais carenciados e os sacrifícios das classes médias. Nada de extraordinário, apenas medidas moderadas, padrões europeus. Passar do fosso 6 para o desnível 4.

Comments:
Limitar os rendimentos dos 20% de portugueses mais ricos de modo

se são 20% são 2 milhões de portugas
logo pessoal agrupado em famílias

digamos que 600 mil famílias têm rendimentos superiores a 40mil euros por ano

cortando 10%
imaginemos uns 5 ou 6mil em média
vezes 600 mile
3.600 milhões de euroks

20% 7mil e duzentos milhões

50% 18 mil milhões

imaginemos que 10% destas 600mil famílias

têm rendimentos superiores a 400mil por ano

40mil x 60mil otários

2.400 milhões

50% 200 mil x 60mil 12 mil milhões


imaginemos que 10%

6mil famílias têm rendimentos superiores a 4 milhões

isto é imaginar muito
a construção civil e as famílias que vendem quintas no Porto

para ganhar 10 ou 20 milhões
e pagarem só 200 ou 300 mil ao fisco

já passaram à história

as mais valias tributadas

não podem ser temporalmente desfasadas

nas fases fiscais assinaladas
 
e de resto tá diminuindo

a carrada de assaltos que os 20% mais pobres vão fazendo aos 20% mais ricos

nomeadamente nas bombas da galp e nos supers dos grupos sonae e jarónimo martinis
 
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