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2011-04-25

 

Os partidos e o FMI (2)

Temos observado que algumas regras da determinação do défice têm vindo a alterar-se nesta fase de negociação com a Troika. Entra SCUT's não entra SCUT's, entram empresas dos transportes, não entram empresas dos transportes, etc. Já não falo do BPN que esse teria de entrar e até duvido que 2 mil milhões corresponda ao necessário.

Acho bem que se definam normas para que se apure o défice, não o verdadeiro, porque isso não existe, mas o de partida para a determinação do empréstimo a Portugal, ou seja, aquele défice que respeite as regras agora estabelecidas.

Tudo indica que as metas anteriormente negociadas, agora com as novas regras, tornam-se mais difíceis para Portugal cumprir.

Assim, não entendo, porque não constitue uma área de negociação o alargar do prazo pelo menos de mais um ano para atingir a meta de 3% de défice.

Não vejo nenhum partido a defender esta posição, o que me parece francamente uma falta de vissão que pelo menos contribuiria para aliviar um pouco as costas ou melhor os bolsos dos portugueses que vão pagar a crise. Digo mesmo dos portugueses que vão pagar a crise, pois dizer o que disse Cavaco Silva no seu discurso de hoje que os custos da crise deveriam ser melhor distribuidos, sem dizer como, não passa de choro de carpideira profissional.

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Não é choro de carpideira profissional mas de cínico desprezível.A única coisa que sabe fazer é lamber as botas aos poderosos, como o fazia Salazar. Salazar desprezava o povo do qual tinha nascido porque desejava ter nascido da nobreza que os braganças criaram como a "gente de algo" criava mangericos. Mas o cínico e medíocre SALAZAR sempre que falava dos humildes falava como paizinho deles. Um pai que dava aos filhos fome e chibata.
Assim é o Cavaco, versão dos ventos da História do Salazar para os tempos modernos, a que alguns chamam o fim da História.
 
«A renegociação imediata da actual dívida pública portuguesa – com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar – ...».
Esta posição pública do PCP, para além de outras anteriores no mesmo sentido, tem 3 semanas...
http://ocastendo.blogs.sapo.pt/1152442.html
 
Durante anos e anos quando alguém pugnava por um mínimo de disciplina e transparência era logo anatemizado como "contabilista". Eu sempre pensei que Portugal precisava dessa transparência e de ordem nas contas públicas e privadas. Afinal os decisores, à boa maneira portuguesa, pensaram que com chico-espertismos enganariam toda a gente durante muito tempo. Enganaram-se eles, eu, por exemplo, não! Tudo era possivel através de habilidosas engenharias juridico-financeiras, mas não, a realidade subjacente teria que emergir.
Agora interessa, em meu entender, enfrentar a situação tendo presente duas preocupações:
- Os nossos "amigos" e sócios na UNIÃO querem ir para além do que é razoável, querem punir, haveria que resistir, o que é difícil face à desunião dos companheiros na desgraça, mas não deveriam desperdiçar-se os poucos trunfos.
- Internamente o Povo deveria levantar-se para que, ao menos, a conta fosse paga pelos que mais beneficiaram do regabofe e sobretudo não apenas exatamente os outros.

L.A.
 
Se o Otelo descobre quem fala mal de Salazar mete-o no Campo pequeno

Ai! Ai!
 
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