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2011-05-28

 

A revolta do leite

Não.  Não é nada disso. Leite, aqui, não é nome de nenhum desses senhores,  da campanha eleitoral. Aquele leite cuja revolta se evoca é leite. Leite mesmo. Da vaquinha, da cabrinha ou da ovelhinha._________                       Para ampliar clique

Ontem, o restaurante da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, com aquela vista soberba, debruçada do alto do 6º andar, sobre o Parque Eduardo VII, encheu para assistir ao lançamento do livro do João Abel de Freitas, sobre a sua Madeira. Sua e de muita daquela gente ali presente para o ouvir e à presentadora do livro, a Prof. Fernanda Rolo, historiadora, que não poupou elogios à obra. JAF reuniu amizades de muitas tertúlias e locais de trabalho por onde exerceu a sua actividade profissional e política.                                 
Ainda não tenho aqui para vos mostrar, e é pena, as imagens do evento, tiradas pela fotógrafa oficial, a Maria, que muito senhora dos seus 10 anos de idade, se esmerou a guardar para o futuro memória do livro do avô.  
À apresentação do livro seguiu-se o jantar mas sem dúvida que a sobremesa foi o prato forte pois não só tivemos cantares da Madeira com acordes de viola da autoria de um madeirense, juiz desembargador, a que se juntou, com cantares alentejanos, a Maria, das bandas de Serpa, um pouco mais velha que a nossa gentil Maria, fotógrafa, uns 50 anos. Por último (os últimos serão os primeiros!) referência especial para as palavras congregadoras e ovacionadas do Padre Jardim Gonçalves.

O livro foi editado pelas Edições Colibri e vale várias vezes o preço (um preço compatível com a crise). Recomendo a leitura e ao recomendá-la poderão pensar que estou a fazer propaganda comercial mas, de facto, o que estou é a zelar pela cultura geral dos leitores do Puxa Palavra.
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Sinopse:
"Com este livro, procura-se devolver à Revolta do Leite a dimensão que merece e o espaço a que tem lugar na História da Madeira e do País. È um livro no essencial constituído de duas partes. A primeira começa por uma breve resenha, onde se apontam os marcos importantes da Revolta; é seguida por outros capítulos onde se fala dos dias críticos, sobretudo o Verão de 1936; dos presos e das condições nas prisões com relevância para o Forno do Lazareto; da prisão do padre César Teixeira da Fonte, a personalidade que acabou por ter maior destaque em todo este processo; do tema do Tarrafal e os presos da revolta, terminando esta parte com os ecos externos da Revolta do Leite. A segunda parte de índole mais económica centra-se na importância da fileira do leite na economia da Madeira com maior enfoque no período – inícios do século XX a 1975/6. Esta análise é apenas antecedida de um muito curto sobrevoo do papel do leite na história, nos mitos e na religiosidade dos povos de todo o mundo."
Boa Leitura.

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Comments:
o major Galvão o anarka Baptista

e a conquista do quartel da madeira

e o Fernando Laidley já deve ter batido as botas

curiosamente os filhos dos militares revolucionários da Madeira

foram apoiantes do regime já depois deste ter caido

Vera Lagoa incluida

é o problema da memória e do leite
azeda com o tempo e os mores
 
Meu caro Raimundo Narciso,

Muito sensibilizado pelo poste simpático sobre o trabalho que produzi e que deixou de ser meu, como disse a Fernanda Rollo, a partir da sua publicação.
Senti, vivi com muito gosto intelectual a sua produção. Aprendi muito durante o processo de elaboração. Admito, dei ao alertar para um revolta esquecida, um pequeníssimo contributo para um melhor conhecimento da minha terra e do meu país: sinto isso. Certamente comentarão alguns, que falta de modéstia!!.Não creio...Mas são opiniões.
Termino com um sentido agradecimento a quem se associou, de qualquer forma, a este trabalho e foram uns quantos.
Um abraço.
João Abel
 
Nós todos, no conto da nossa democracia e as nossas lágrimas paradas http://lmmgarcia.wordpress.com/2011/05/30/alagparada/
 
Vou ler.
Abraço ao João Abel.
 
Eduardo Brissos. Faz chegar comentários da leitura. Um abraço também para ti.
 
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