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2011-06-29

 

Está em gestação algum pânico às reacções do acordo com a Tróica

É uma verdade indesmentível: os atingidos pelas medidas de austeridade não são as pessoas de maiores rendimentos neste país. Assim cava-se uma desproporção na repartição dos custos da crise. Os de menos rendimentos acabam por ser os mais atingidos em termos de nível de vida.

Esta situação é ainda bem mais injusta porque os que vão pagar a fatia substancial da crise por muitos anos são muito pouco culpados. E mais irritante e revoltante se torna esta situação quando é já notório que quem verdadeiramente a provocou - o capitalismo financeiro - já está a retirar benefícios da mesma.

Daí que se comece a sedimentar um sentimento de que os credores da dívida soberana tenham de ser parte na solução da crise que ajudaram a criar.

O acordo da Tróica não integra esta filosofia nem o programa do governo vai neste sentido, nem pretende ir. Pretende ser um bom aluno refinado.

Todas as medidas vão no sentido de que devemos pagar tudo ao tostão como foi imposto, Nada de exigir melhores condições em prazos e juros.

Mas se o sentimento de que os verdadeiros culpados não são as pessoas que efectivamente vão ser chamadas ao sacrifício for crescente reacções sociais múltiplas vão surgir e ainda bem.

Há que exigir equidade na repartição.

Os nossos dirigentes políticos máximos tentam fazer passar a ideia de que todos irão ser chamados a contribuir, incluindo o PR, mas o português menos informado sente que esta ideia pelas medidas concretas tomadas não passa de uma falácia: Cortes de salários e pensões; aumentos de IVA, aumento dos transportes e dos preços em geral, mais desemprego, saúde mais cara, etc.

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Comments:
Lá diz o provérbio popular: "Quem muito se agacha...."Há que exigir deste governo mais equidade. Os mais ricos também têm de entrar nos custos. Não se percebe porque não dar o salário mínimo negociado. 15€? ridículo. É mesmo lixar os menos.
 
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