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2011-06-19

 

O Bloco de Esquerda e os resultados eleitorais

Ontem reuniu a Mesa Nacional do Bloco em que os resultados eleitorais foram o prato forte da discussão.

As notícias públicas não nos dão a imagem de que o debate tenha sido profundo, apesar de, aparentemente, ter havido o reconhecimento de erros no percurso recente. Ora isto não basta.

A direita é poder. E para construir uma alternativa de esquerda há muita coisa a fazer: é preciso pensar nas esquerdas todas, mais moderadas, menos moderadas, etc.

O povo português, desde há muitos anos, que não desculpa estes desentendimentos entre esquerdas, em que se comprova que não são capazes de criar condições para governar em conjunto.

Aqui há muita pedra a partir para lá chegar. Muita reflexão, a ultrapassagem de muitos egos e sobretudo uma melhor definição do que é cada partido na situação presente, do que pretendem para o país e do como fazer. Este aspecto é fundamental, se alguma vez as esquerdas pretendem sem perder identidade governar em conjunto o País.

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Comments:
Nas esquerdas nunca se entenderão. As esquerdas não PS preferem hostilizar o PS quando está no poder para ganharem algum espaço político. Não querem governar o país de forma a que se façam alguns progressos sociais.
 
Concordará que com "este PS" não havia muito a planear!!
 
1.
Muitos choram a derrota de Sócrates a acenam para o que aí vem. Mas quem tomou medidas que qualquer direita subscreveria ( posso dar inúmeros exemplos)põe em causa a simples ideia de esquerda. E se medidas de direita são compreensíveis na direita, já não o são na esquerda, e legitimam a acusação a que Sócrates foi ( justa e injustamente)sujeito que era a de viver na mentira porque, dizendo-se de esquerda, tomava medidas de direita.
Mais grave do que derrota de Sócrates é ter sido a ideia de esquerda a derrotada, sobretudo por culpa de Sócrates.
2.

Mas não só por culpa de Sócrates. Também por culpa do Bloco de Esquerda porque:

a) Fez cair Sócrates sem ter preparada uma alternativa, nomeadamente através de uma coligação com o PC.
b) Foi arrogante e com pouco respeito pelos cidadãos ao recusar-se a conversar com a troika.

c) Não definiu ainda o que quer ser: se um partido vanguarda ( da classe operária, duma autoclassificada elite intelectual que se diz ao lado da classe operária, o que quer que isso seja) se um partido de justiça social e de progresso.

d) Revelou enorme alheamento da realidade económica não discutindo temas essenciais como sejam os da concorrência e dos monopólios, da transparência do mercado, do papel dos bancos e da distribuição.

e) E, sobretudo, porque não sabe ainda bem o que deve significar a palavra igualdade.

3.

Com uma diferença: Sócrates demitiu-se. Louçã, com uma derrota muito maior que a de Sócrates, não parece fazer tenção de se demitir.

Isto é: parece querer manter a mesma linha, mudando alguns pormenores para que tudo fique na mesma.

Afinal, onde está a discussão e a tomada de decisões a partur da base, no BE?
 
E segundo rodapé numa das televisões, Rui Tavares passa a deputado independente no Parlamento Europeu.
Ora toma!
 
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