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2011-07-09

 

O que se vai dizendo por aí

Ricardo Costa, hoje no Expresso:

"Não tomei nota de todos os que estão agora dispostos a pegar em armas prontos a marchar sobre Washington. Mas a esmagadora maioria não se indignou quando, em Abril, a Fitch cortou o rathing de Portugal em cinco níveis em apenas uma semana. E riu-se de todos os que nos últimos anos prostestaram contra o poder não regulados dessas agências"
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Miguel Sousa Tavares, hoje no Expresso:

"A agência de notação de crédito Moody's desceu a notação da dívida pública portuguesa para o nível de lixo. Fê-lo numa terça-feira ao final da tarde, mesmo a tempo de tentar agravar as condições de financiamento do leilão do dia seguinte, onde Portugal ia negociar novo empréstimo intercalar de mil milhões". Foi a quinta vez no prazo de um ano, que a Moody's nos atacou e quatro delas na véspera de um leilão da dívida portuguesa. Óbviamente que não é por acaso: é de propósito.
"Esta foi a pior maneira de o novo Governo entrar em funções e começar a perceber o que é tentar governar num ambiente de crise terrível, interna e externa, com o país a viver dia a dia sob a ameaça do contágio grego, à mercê dos ataques especulativos das agências de notação e sob um fundo de paralisia, indecisão e irresponsabilidade de uma Europa onde estão de regresso todos os egoísmos nacionais.
Para aqueles que, ainda há pouco tempo, acolhiam com mal-disfarçada satisfação as notícias dos sucessivos downgradings que as agências nos aplicavam, vendo nisso mais um sinal da má governação de José Sócrates e Teixeira dos Santos...
eis uma amarga lição."
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Nicolau Santos, hoje no Expresso:
"...Ao colocar a notação da dívida da República em "lixo" a Moody's desvaloriza  em milhares de milhões as empresas que o Estado se comprometeu a privatizar. E assim as privatizações em vez de renderem um valor estimado de 5,5 mil milhões de euros, como está previsto no acordo com a troica, valerão agora entre 4,5 e 5 mil milhões."

Comments:
Alguns até dizem bem. Alguns estão numa de virar o bico ao prego. Há de tudo, mas começa a faltar alguma pressão da rua. Vamos pagar muito mais e para nada. os que vão ficar mais pobres são sempre os mesmos. Aos pobres pobres não lhes vão tocar e ainda bem (mas há os falsos pobres). Aos ricos vão ficar mais ricos com a crise. Conclusão, quem se lixa é quem trabalha por conta de outrém, nem pode fazer uma perninha na economia paralela.
 
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