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2011-07-13

 

Os Blandy em Lisboa

Anteontem, segunda feira dia 11, na "Comenda" (CCB), deu-se um grande evento de apreciadores de Vinho Madeira, de interesse e prestígio com a participação de 100 pessoas, de muitas partes do País, onde se apreciou o Vinho Madeira, bebendo numa primeira parte, 5 vinhos de 40 anos que só agora chegam ao marcado integrados na comemoração dos 200 anos do grupo, que decorre durante 2011, assinalados com vários eventos em vários locais do Mundo, incluindo cidades como Nova YorK, Londres, Lisboa, Porto e Funchal.

Com a realização do evento em que a Tertúlia de Madeirenses era co-organizadora e de onde a maioria das pessoas eram oriundas (cerca de 60 ) associámo-nos, assim, às comemorações dos 200 anos do grupo Blandy, cujo centro principal de negócios decorre na Madeira, embora com ramificações nacionais e internacionais.

Duas notas apenas sobre esta nossa Tertúlia e a importância económica do grupo Blandy.

A Tertúlia de Madeirenses é uma associação informal com vida dinâmica há 10 anos, vida essa ligada ao convívio/lazer e cultura com actividades de debate e troca de ideias sobre temas e participada por pessoas que, como costumo dizer, atravessam os credos todos e mesmo os que não têm credo nenhum. Há um grupo alargado de pessoas que a dinamiza. Esse grupo tenta auscultar os participantes sobre a qualidade do que realiza (as várias iniciativas e as visitas culturais) e corrigir quando necessario. Talvez seja este o maior mérito da vida da Tertúlia.

Nas suas realizações já participaram bem mais de um milhar de pessoas (entre 1400 a 1500), na sua maioria madeirenses, familiares e amigos. É uma Tertúlia Aberta. A maior parte são madeirenses residentes em Lisboa, mas de quando em vez temos a presença de outros de zonas como Coimbra, Porto, Braga e Évora, sem esquecer a margem Sul onde a presença de um largo grupo é permanente ou ainda a presença de madeirenses de passagem na capital. Depois há os amigos que vão engrossando o grupo. muitos deles associando-se á Tertúlia.


Sobre o grupo Blandy. São 200 anos de negócios com visão estratégica e alguns desaires, mas sobretudo de sucesso.

Ao longo destes 200 anos, o grupo soube ultrapassar as grandes crises que assolaram a Madeira. Não nos podemos esquecer que, pela sua geolocalização, a Madeira foi afectada pelas duas grandes guerras mundiais e por várias calamidades e pragas como aquelas que afectaram as suas principais culturas agrícolas entre elas o Vinha e o Vinho (a filoxera).


Os Blandy venceram estas crises, nem sempre sem polémica e discordâncias entre a família sobre as decisões de cariz económico (as outras não são para aqui chamadas). E neste momento e desde há vários anos é o único grupo económico de dimensão das tradicionais famílias inglesas que sobreviveu e se tem fortificado na Madeira.

Os Blandy estão presentes em várias áreas económicas como o turismo nas suas diversas componentes, vinhos, moagens, transportes, comunicação social, onde trava uma luta por concorrência desleal com o Governo da Região, etc. Emprega cerca de 1200 pessoas na Madeira e no domínio motivo do nosso encontro/comemoração, o vinho, adquire a uva ou o mosto a cerca de 600 a 800 agricultores por ano.

O grupo realiza um volume de negócios significativo e, desta forma, injecta na economia e na sociedade madeirenses um volume de euros que ajuda a dinamizá-la na sua globalidade. É um grupo, cuja presença no tecido económico da Região se tornou determinante.

Tem uma nova geração já bastante madeirense, como o Cris Blandy que representou o grupo no evento em conjunto com outros quadros como o Francisco Albuquerque (o enólogo de renome mundial) e o Ricardo, director comercial da Madeira Wine.

A esta nova geração Blandy, já despida de alguns preconceitos societários, certamente vai ser exigido grande empenho nos negócios e uma visão estratégica muito apurada para continuar a história da família com sucesso, pois os tempos que aí vêm para a economia da Madeira não se apresentam nada risonhos.


Para além do convívio do evento, como cidadão e elemento da Tertúlia entendo que foi muito acertada a decisão de nos associarmos às comemorações. Senti-me muito bem nesta comemoração. Termino este registo do evento, registando também a saudação que a Tertúlia, através da representação presente, enviou a todo o grupo Blandy: um futuro de riqueza e de emprego para bem da Região.


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Comments:
Estive lá e não sou da Madeira. Foi interessante a ideia de simbiose Madeira/Lisboa, reconheço. Uma nota menos boa. É sempre difícil nestas situações o entrosamento de gente tão diferente. Não deixou, no entanto, de ser excelente potenciar a oportunidade que surgiu para promover a Madeira e aqui registo um grande apreço pelos organizadores deste evento. Tertúlia de Madeirenses que não conhecia de todo e grupo Blandy.
 
João Abel, obrigada por divulgares com o teu texto a nossa "querida" terra. Tirando o Mercado, o Blandy é aonde vou sempre, quando estou no Funchal, porque está igualzinho...
 
Outra coisa interessante foi a distribuição no jantar da revista Notícias Sábado do DN e do JN com o artigo "Os ingleses da Madeira". Já o li com curiosidade e só tenho a elogiar a autora jornalista pelo bom trabalho realizado. Fiquei com uma noção muito mais rica da importância do grupo Blandy na economia da Madeira. Daí agora perceber ainda menos a posição do Presidente do GR em relação ao grupo.
AC
 
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