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2011-07-27

 

Portugal acumula crises... e nada avança em soluções de fundo

Na sequência da grande crise global, com origem nos EUA, gerou-se no nosso País uma crise financeira, que atingindo também vários outros países da Europa, se materializa em situações graves de financiamento das economias nacionais. Portugal vive essas grandes dificuldades de financiamento que muitos teimam em chamar de curto prazo, afirmando-se convictos de que as medidas de resgate negociadas com a troika levarão a economia a bom porto.

No meu entender, contudo, a crise estrutural não é a do financiamento. Essa é derivada de outra: a economia portuguesa não é competitiva internacionalmente pois a qualidade da sua especialização produtiva limita-lhe um posicionamento e uma concorrência adequada nos mercados. A agravar esta situação, a economia portuguesa está inserida num espaço económico que lhe reduz as margens de saída desta crise, por exemplo um euro muito forte. Já aqui advogamos mudanças neste domínio que podem assumir vários caminhos.

Uma outra crise muito pouco abordada é a da falta de elites políticas e económicas. Esta crise não é nova. Quase diria é de raiz. É da nossa história. Vamo-nos desenrascando até que se encontra a parede. Estamos aí.

Mesmo para aqueles que se vangloriam do tempo dos descobrimentos, certamente pensando no ouro canalizado para Portugal esquecem-se que seguia quase de imediato para pagar dívidas aos ingleses. Isto quer dizer muito. ...

Certamente o problema das elites e da não competitividade são as mais interligadas e de fundo. E sobre elas pouco se fala.

Toda a gente fala dos problemas de financiamento, mas por aí não atacamos os males profundos da economia portuguesa.

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