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2011-08-15

 

Multimilionários exigem mais impostos... aos ricos!

«É o terceiro homem mais rico do mundo (segundo a lista da Forbes tem uma fortuna avaliada em 50 mil milhões de dólares, ultrapassada apenas pelas fortunas de Carlos Slim e Bill Gates) e mesmo assim acha que está na hora de os governantes [dos EUA]pararem de mimar os milionários.

Dirigindo-se ao Congresso dos EUA, Warren Buffett diz que está na hora de aumentar os impostos sobre os mais ricos para ajudar a baixar o défice, uma medida que, garante, não vai prejudicar os investimentos.

«Eu e os meus amigos temos sido mimados tempo suficiente por um Congresso amigo dos milionários. É tempo de o nosso Governo começar a levar o sacrifício partilhado a sério», afirmou o milionário de 80 anos num artigo de opinião publicado no «The New York Times».

O empresário, que lidera o conglomerado Berkshire Hathaway, disse que no ano passado, os impostos que pagou ao Governo Federal não chegou aos 6,94 milhões de dólares. «Parece muito dinheiro. Mas o que eu paguei foi apenas 17,4% do meu rendimento colectável e na verdade, essa taxa é inferior àquela que pagaram as outras 20 pessoas que trabalham no nosso escritório. A carga fiscal dessas pessoas oscilou entre os 33 e os 41%, ficando em média nos 36%», afirmou.

... «Trabalho com investidores há 60 anos e ainda não vi ninguém (nem mesmo quando as taxas de ganhos de capital eram de 39,9% em 1976-77) afastar-se de um bom investimento por causa da taxa de imposto sobre os potenciais lucros. As pessoas investem para fazer dinheiro e os impostos nunca as afugentaram». [Link]

A exceção confirma a regra. Este e mais um grupo de ultramilionários, entre eles Bill Gates, escandaliza-se e mobilizam-se para que o governo dos EUA aumente os impostos às grandes fortunas e deixe de castigar quem menos pode.
Na liderança da política de ajudar os multimilionários está, desde o presidente Reagan nos anos 80, o Partido Republicano e agora, na época Obama, a sua ala de extrema direita, liderada pelo Tea Party  que mobiliza as camadas mais obscurantistas, mais reaccionárias e racistas da sociedade americana, a gentinha da small town America.
Roosevelt - como informa o execrado (por essa nobreza da hiper-exploração) Paul Krugman, em A Consciência de um Liberal, nos anos que se seguiram à grande depressão de 1929, Roosewelt - dizia - foi a essa América escandalosamente rica e atirou impostos, novos e maiores impostos, para cima dos super-lucros das grandes empresas e às fortunas dos bilionários. As taxas de IRS subiram para 70 e 80%. Chegaram mesmo a 90% na presidência de Eisenhower, um republicano que denunciou o domínio dos EUA pelo complexo industrial/militar. Foi assim que foi criada a classe média americana.
A partir de Reagan a onda vira-se e os ricos passaram a ser taxados como se fossem pobres. W.Bush levou a ajuda aos ricos a extremos baixando-lhes os impostos. Para não chocar em demasia a classe média tais ajudas terminariam a seguir ao seu último mandato. Mas o pregador Obama, quiz por-lhes fim, como prometera, mas quando pôde, quando tinha votos suficientes no Congresso, conciliou, como de costume. Como os milionários e o Tea Party esperneavam o pregador Obama, sempre convencido de que fazendo festas no lombo das hienas estas viram dóceis cães domésticos, adiou por dois anos o cancelamento daqueles injustíssimos privilégios. O tempo suficiente para perder a maioria no Congresso e levar dentadas, talvez mortais, das "hienas".
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Nota: Alterei o título.

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