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2011-10-10

 

As expectativas sobre as eleições na Madeira

Com uma ou outra expectativa inesperada, como os fenómenos MPT e PAN, nada de novo.

Jardim tem a menor maioria absoluta de sempre e passa à tangente.

As oposições de esquerda "mais clássicas", tradicionais (PS, CDU e Bloco), iam desaparecendo do mapa, por razões de que só elas são responsáveis, mas resultados previsíveis face ao tipo de pré- campanha e campanha e composição das listas em algumas situações.

A sua mensagem não penetrou na população porque era pouco clara e menos ainda convincente. Não se sabia para algumas oposições quem era o adversário político: A Troíka? A Região não se confunde com o País.

Alguma vez poderiam ter alinhado numas eleições sem pressionar dia a dia, hora a hora, os órgãos de soberania sobre a urgente necessidade de que, para haver eleições democráticas, teria de se saber as medidas que vão afectar a população madeirense e então o tema de campanha seria o posicionamento e as alternativas sobre essas medidas? Dizer que se está contra a dupla penalização é abstracto e algo vazio e não se passou disso. Muito pouco e nada convincente.

Esta é razão principal do desastre eleitoral. Várias vezes escrevi isso aqui.

Quanto à vitória do CDS muda pouco ou nada mas é natural na Madeira.

Há um grande número de Madeirenses que se cansou de Jardim, da sua arrogância, da má criação, da sua desadequação à modernidade (isso era visível nos cafés da cidade) e como as esquerdas se posicionaram mal no terreno, descarregaram o voto no CDS. É uma questão de "transumância" política.

O que vai ser o futuro? Depende muito das medidas e das imposições que foram feitas ao Governo de Jardim em termos de exigência da gestão da coisa pública.

Não estou de acordo que haja portagens nas vias rápidas da Madeira. Seria o maior contra senso. De facto há especificidades regionais a ter em conta. Agora acabar com uma série de subsídios a clubes, a certas "associações", ao JM, extinguir as sociedades de desenvolvimento, o braço armado da propaganda jardinista, etc. tudo isso para mim é pacífico.

Fundamental ainda será repensar a Zona Franca e o Turismo. Sem isto não há desenvolvimento futuro na Madeira.

Estou na expectativa sobre as medidas.

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Comments:
Julgo que nestas eleições podemos concluir que na Madeira vinga, sobretudo, o populismo. Ganhou Alberto João, mas também José Manual Coelho, com a sua própria surpresa pela dimensão dos resultados. Se Tony Carreira tivesse concorrido ganharia também!!!
 
Se não recorrer às portagens e não reposer o iva e outros impostos ao nivel do interior do rectângulo, então os madeirenses terão que recorrer como antigamente às «meninas dos bordados» e pôr os meninos de Câmara de Lobos a mergulhar à moedinha, e recriar os meninos das caixinhas.
 
Meu caro amigo o rural, a Madeira tem hipóteses de se desenvolver e de sanear a sua situação económica e financeira,mas as que refere, mesmo com algum humor cínico, seriam execráveis.

Não deixo de afirmar que sou contra as portagens na Madeira nas vias rápidas, Impostos etc, e sobretudo o que referi no poste têm de ser equacionado
 
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