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2011-10-15

 

Morra agora e pague depois

Este lema ajusta-se bem ao actual governo.

Com este ataque ao poder de compra dos trabalhadores e da classe média e em especial a ferocidade contra a função pública vão sobreviver poucochinhos. E depois de 2014 mais uns quantos se vão porque o país não cumpriu o acordo, por muito boa vontade que o governo tenha e já bem o demonstrou.

A cortar salários é rei. A reduzir despesas já provou que não domina a matéria. Com uma equipa na economia que é um erro de casting, crescimento zero.

De mão dada leva-nos este governo bem rápido para a situação da Grécia.

Logo temos de actuar em duas frentes repudiar as medidas mais gravosas e exigir uma renegociação com a troika de prazo e de perdão parcial da dívida.

As manifestações de hoje são uma primeira contestação dos ferozes a taques do governo a quem trabalha e aos reformados.

As lutas vão continuar e este governo vai ter que corrigir alguns tiros. Tiros importantes para que o povo portugues não desapareça da cura.

Hã que aprender com a Grécia e não aceitar as imposições da Troika.

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Argumentando com num suposto desvio colossal do défice das finanças públicas veio o governo anunciar o corte dos subsídios de férias e de Natal na função pública para os anos de 2012 e 2013.

Para além da falsidade da justificação da medida, não só porque Passos Coelho e a TRALHA que o rodeia tinham participado na elaboração do orçamento para 2011, mas também porque o ministro da finanças era um dos administradores de topo do Banco de Portugal, um facto ressalta aos olhos de todos: então só a função público é que é afetada? E porque o não são afetados os trabalhadores do setor privado, incorrendo o governo no risco de ver declarada inconstitucional a lei do orçamento por flagrante violação do princípio da igualdade?

Sobre isso o primeiro ministro na sua trágico-cínica comunicação ao país nada disse, nem o disseram os seus ministros.

Mas disse-o um dos doutores em economia que pululam nas nossas universidades (e muitos passam destas para o governo, e do governo para os grandes negócios), um tipo que dá pelo nome de JOÃO MIRANDA, no seu blog BLASFÉMIAS. Escreveu esse GÉNIO que não conseguiu conter-se e revelou o jogo do governo no dito blog, sob o título A MÃE DAS REFORMAS ESTRUTURAIS:



Não faz grande sentido pedir reformas estruturais no dia a seguir ao governo anunciar um corte de 15% nos salários da Função Pública (que se soma a um corte de 5% a 10%). O corte de salários da Função Pública é a grande reforma estrutural. A partir do momento em que os lugares na Função Pública deixam de ser os mais bem pagos, tudo se simplifica. Os institutos extinguem-se por si. As escolhas tornam-se óbvias. As resistências à mudança desaparecem. Pensem nisto: se a RTP for privatizada os funcionários passam a receber 13º e 14º mês. Revolucionário. O problema vai colocar-se ao contrário: como captar quadros para a Função Pública? Como suprir os serviços essenciais do Estado de gente competente? Que serviços essenciais o Estado deve prestar? A escassez de quadros e de recursos tornará a resposta a estas perguntas tão óbvia que não haverá sequer discussão.



Disse, mas ainda não disse tudo. O que ele não disse foi que através desta medida o governo pretende:

1º Criar uma marxista “exército industrial de reserva”, isto é, transformar a classe média que depende da função pública e é competente num exército de desesperados que aceita vender a suas capacidades a qualquer preço ao setor privado.

2º Promover uma colossal transferência de riqueza para os mais poderosos na execução da estratégia que já apelidei neste blog de A CONSPIRAÇÃO DOS ESCROQUES.

3º Desistir definitivamente da qualificação dos nossos TRABALHADORES e PATRÕES e na investigação científica e tecnológica como motores do nosso desenvolvimento
 
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