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2011-10-27

 

Quem vai pagar os custos?

Os 17 países do euro acordaram cerca das 4 da manhã de 27 de Outubro por "tentar resgatar" o projecto europeu na base de quatro decisões:

Vejamos quem vai pagar, por exemplo, no caso do reforço do FEEF e as contrapartidas.

Soube-se pela comunicação social, ainda este reforço não estava assegurado, que Sarkozy já estaria a tentar convencer o Primeiro ministro chinês a contribuir para este reforço.

Neste já longo processo de crise da dívida soberana europeia, o que tem "safo" esta história, tem sido o BCE com a compra de títulos no mercado secundário (está impedido de intervir no mercado primário). O FEEF pode ir às emissões de dívida. Daí este interesse.

Será que os asiáticos e outros países emergentes entrarão neste reforço?

Há razões para pensar nisso. A Europa já os ajudou nos finais dos anos 90 a superar uma crise financeira. Mas sobretudo vêem neste apoio uma forma de criar condições para adquirir as empresas europeias em que estão interessados.

Esta será a grande razão. Sem garantias neste domínio dificilmente entrarão com montantes significativos.

Mas pergunta-se: estas medidas salvaram o projecto?

Em meu entender não, anestesiaram a situação e não por muito tempo. O comportamento das bolsas hoje foi esse sinal.

A crise europeia não é económica, é de modelo político que condiciona tudo, tendo influência na própria concepção do BCE. Pode alguma vez entender-se que um banco central não possa ter acesso à emissão da dívida dos países membros? Pode alguma vez entender-se que a UE tenha um orçamento tão reduzido? Pode alguma vez entender-se que agora a Comissão e os outros países membros possam intervir nos orçamentos nacionais, antes das respectivas Assembleias, sem todo o aparelho europeu estar formatado para de forma atempada apoiar o país em dificuldades? Onde está a solidariedade que tanto se apregoou como uma trave mestra da UE?

Tudo isto é um contra senso.



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