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2011-11-10

 

"Os Mercados" essa coisa transcendente e misteriosa

O dinheiro foi sempre assunto de banqueiros. Estou a falar do dinheiro a partir do sec.XVI. Para trás e mesmo lá muito para trás a história é diferente mas não muito. Na era moderna e com a excepção dos regimes socialistas, os governos só episodicamente chamaram a si o "governo" total do dinheiro: a emissão de moeda e o controlo dos bancos.   Mas mesmo nestes casos os banqueiros "explicaram" aos governantes que o assunto era demasiado sério para estar entregue a gentinha eleita - os governos -  que podem cair na tentação de redistribuir por quem trabalha os lucros fabulosos arrecadados pelo sietema bancário a esses mesmos cidadãos: a aumentar o salário mínimo, ou gastar mais dinheiro com o serviço de saúde, com a educação e outros dislates do género ou, mesmo sem tais tendências perversas pode ter a tentação em períodos eleitorais, a colocar o seu banco central a fabricar moeda e a fazer obras "eleitoralistas".  Os governos, em geral, acharam (ou tiveram de achar) sábias tais palavras e assim o banco central, o banco emissor de moeda de cada país, submetido aos "mercados", passou a fabricar moeda de acordo com o critério dos banqueiros e a permitir que estes a multiplicassem ao seu bom critério. O banco central fabrica moeda (moeda central) que empresta aos bancos a um jurozinho baixo e depois os bancos emprestam esse dinheiro a um juro mais alto ao Governo, às empresas e aos particulares. Isto é, o governo se necessitar de intervir na economia, como sempre necessita, de investir em infra-estruturas, em melhor saúde, melhor educação, melhor segurança, etc. em tudo aquilo que é obrigação do estado fazer para bem administrar um país, incluindo (se não pertencer à seita talibã corrente neo-liberal) redistribuir a riqueza criada, tem de pagar um jurozinho razoável, aos bancos privados, que devido a uma criteriosa "governança", aumentaram fabulosamente os seus lucros, os dos seus grandes accionistas e dos excelentes administradores e de facto no essencial, governam o mundo.
É o que sucede, ainda que com um estatuto especial, com o Banco Central Europeu, como ficou estabelecido no artigo 123 do Tratado de Lisboa, para os países do euro. O BCE empresta à banca privada a um juro de 1 ou 2 % e depois esta, muito criteriosamente, empresta a Portugal, à Grécia, à Itália, ou a si ou a mim a 5 a 7 ou 10%.

 Num vídeo que procura revelar, simplificadamente, como é que, hoje em dia, o sistemas financeiro internacional, "governa os governos" de quase todo o mundo, diz-se que desde 1973, em França, quando o poder político entregou de novo o "governo " do dinheiro dos franceses aos banqueiros, a dívida acumulada pelo estado francês desde então e até 2011 corresponde "curiosamente", mais ou menos, à soma dos juros pagos pelo estado à banca privada, desde então. Os contribuintes (da função pública, pensionistas e assalariados em geral) pagarão.

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