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2011-12-14

 

Privatização da EDP

Estou curioso e apreensivo com o desfecho.

Corre nos círculos políticos nacionais que os políticos TOP alemães andam muito activos. Mais interessados no sucesso da E.ON na privatização da EDP que em resolver a dívida soberana da Europa.

Parece haver uma espinha atravessada na garganta da E.ON. A China Thee Gorges oferece mais 160 milhões de euros pelos 21,35% da EDP e maior financiamento.

É obra a diferença de condições oferecidas nos dias que correm.

Mas não podem ser apenas as verbas oferecidas que contam. Em termos da economia portuguesa, a entrada da empresa chinesa significa para Portugal ainda a abertura de uma porta importantíssima de futuros negócios, uma diversificação de relações económicas consequentes do ponto de vista geográfico e de uma zona em franco desenvolvimento onde Portugal precisa de estar.. E em empresas desta dimensão não será certamente a tecnologia a fazer a diferença.

Estes casamentos aparentemente naturais por razões políticas, neste caso apresentam-se contra natura, apesar dos bons investimentos alemães que tem havido no nosso país. Assim, é bom não ser permissivo a pressões.

Mantenho uma grande curiosidade pela decisão do Conselho de Ministros.

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Parece-me importante, nesta altura, conhecer um episódio protagonizado por uma das empresas que é candidata a adquirir a EDP.

A empresa chama-se China Three Gorges (CTG), é uma empresa pública chinesa e tem como principal projecto (desde 1992, data da aprovação do projecto!!!) a barragem Three Gorges no Rio Yangzi. Vamos portanto analisar o que fez esta sucursal do governo chinês até agora..

Começou por fazer prender um jornalista depois deste ter criticado o projecto, já em 1989 (ou seja, ainda antes do projecto ser aprovado), e, por extensão, também o primeiro-ministro Li Peng engenheiro de formação soviética e principal proponente da barragem . Dai Qing esteve preso durante 10 meses. Rreferiu-se so projecto como sendo "o projecto mais destrutivo do mundo, tanto a nível ambiental como social". Já todos temos uma noção do quão repressivo é o regime chinês em relação a este direito fundamental por isso assustemo-nos e adiante!

Em relação ao projecto as críticas são, hoje, imensas, existindo até alguns livros dedicados ao assunto, uma vez que a importantíssima obra já fez correr muita tinta junto da (actualmente mais liberal) comunicação social chinesa.Obrigou ao realojamento de cerca de 1,4 milhões de pessoas. A grande maioria ainda com a sua situção por resolver. Estes realojamentos estão mal regulamentados já que nem sequer está establecido o valor compensatório nos casos de expropriação/realojamento.

Corrupção
327 casos de corrupção e desvios de fundos entre 1993 e 2004.
369 membros da administração local condenados. 1 condenado à morte. O Conselho de Estado Chinês lançou um estudo em que urge o governo a proibir métodos tais como cortar a água, o gás ou a electricidade aos moradores, limitar o tráfego nas localidades ou mesmo coacções físicas, no sentido de obrigarem os cidadãos chineses a desocupar as habitações ao mesmo tempo em que que eram reportadas várias situações deste tipo pela comunicação social e ONG's. Existem ainda casos de corrupção em que os oficiais de despejo ficaram alegadamente com o valor atribuido às famílias desalojadas, deixando-as sem nada. Outras entidades referem que a maioria dos habitantes que recebeu a dita compensação não receberam senão metade do valor de mercado das suas habitações.

Impacto Ambiental
Subermegiu cerca de 100 cidades. Mais de 400 mil pessoas foram afectadas pelos desvios de corrente e alterações nos afluentes ficando sem água potável, enquanto a maioria das agências ambientais indicam o lago criado pela barragem como depositório de despedícios industriais e urbanos. Na última Primavera houve inclusivamente uma seca sem precedentes na região. Os terrenos da região eram tidos pelos especialistas como dos mais férteis da China. Arqueólogos estimam ainda que existam cerca de 1300 cidades da antiga civilização Ba (2000 a.C.) que ficaram também submersas.

Finalmente, o seu custo era inicialmente previsto em 23 mil milhões de euros, estima-se que chegue até valores próximos dos 46 mil milhões.

É isto o melhor que arranjamos?! Que se continue a investigar quem nos compra!
 
Nos media chegou a correr uma preferência de Passos Coelho pelo negócio alemão e que Relvas tinha já aplanado o terreno para a coisa ter uma tal "transparência" que não permitisse conhecer as esconças comissões multimilionárias. Duvido que haja moscambilha. É tudo gente séria e que tem cumprido escrupulosamente as promessas eleitorais.
 
Apesar do arrasoado do primeiro comentário que pouco interessa,para o caso nesta privatização sou muito chinês, pois entendo pela informação que tenho que é melhor proposta para a nossa economia actual e futura.
Temo que o governo e em especial Passos Coelho esteja capturado pela Srª. Merkel
 
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