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2012-01-31

 

Isto da tropa tem muito que se lhe diga!

Tenho muitos amigos que me dizem, quase aconselham: deve-se ter cuidado a falar da tropa.

São muito sensíveis e tal e tal....

É evidente que lhe devemos o 25 de Abril e mesmo assim não é a todos. Por um lado, não se trata de um dívida perpétua e, por outro, a tropa que o fez, hesitou em muitas fases e perdeu o comboio do tempo. Foram ou deixaram-se ir quase todos para a prateleira e temos o país que se vê a empobrecer.

Mas esta dos chefes militares exigirem promoções em todas as patentes, como leio hoje, não me encaixa.

E os argumentos são patéticos. O Governo decretou que, em certos caos, os generais podem ser promovidos segundo apreendi para exercer um posto de comando. Vi isso nos tempos do 25 de Abril só com uma diferença quando deixavam o posto regressavam ao seu posto. Agora não. É para a vida.

Então os generais que querem ficar bem com a arraia mais miúda e não querem ser contestados vêm propor promoções também para baixo, certamente para os sargentos que se mexem um pouco aí pelas ruas.

E sabem porque as promoções?

Para minorar os problemas de funcionamento e motivação nas fileiras.

Só há fileiras na tropa?Parece que o resto do país anda bem motivado e não precisa de funcionamento!

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Comments:
O senhor parece não entender as organizações hierarquizadas. As promoções não representam assim um aumento muito elevado. Um coronel para general é aumentado uns 200 € liquidos, e são apenas necessários 4 ou cinco em cada ramo, pois existem neste momento acumulações em diversas no comando das FA em todos os ramos. Pode crer que não está em causa vencimentos, nem grandes poupanças ao país, um professor do básico a o secundário, no ultimo escalão recebe liquido mais que um coronel e pouco menos que um general. As razões tem a ver, entre outros aspectos da estrutura militar, com a organização e com o estatuto dos militares, daí a necessidade da existência de promoções em todos os postos. Quero referir o facto de que em alguns postos, atingida que seja uma determinada idade, o militar é compulsivamente passado á reserva, ficando desse modo prejudicado, o que não acontece noutras carreiras. Por este motivo passam a faltar militares para desemprenhar as funções inerentes, normalmente no comando dos Ramos, onde existe grande carência. Os generais só passam à reserva sempre com mais de 40 anos de serviço efectivo. Noutras profissões, por exemplo magistratura os juizes trabalham 25 anos apenas antes de se jubilarem. Um general só o poderá ser ao fim de pelo menos 35 anos de serviço efectivo. Eu não sou general, nem o poderia vir a ser, mas entendo a situação...pelo que o aconselhava a inteirar-se melhor e só então ridicularizar, ou insultar mesmo, se assim o entender, o general Luis Araújo que andou a pilotar heli´s em Mueda Moçambique, penso que percebe o que tal significava. Conteste, mas informe-se primeiro, pois o que escreveu é um ponto de táxista profissional, que julgo o senhor não ser, . Sem ofensa Os meus cumprimentos
 
Meu caro anónimo, emiti uma opinião tão legítima como a sua. A minha de taxista profissional como diz. Nada contra, nem me ofende.O taxista como eu e o meu caro amigo tem o direito de ter opinião, melhor ou pior fundamentada. A minha linguagem não ofendeu ninguém. da sua já não digo o mesmo. Continuo a concordar com o que escrevi. É evidente que não se trata de um tratado sobre as forças armadas mas de um simples comentário
 
(...)Isto da tropa tem que se diga(...)São muito sensíveis e tal e tal(....)
É verdade....que raio de gente, têm coisas muito estranhas: nomeadamente jurar dar a vida pela Pátria; defender a nossa indepêndencia e soberania, tudo valores com que a Maçonaria embirra. De vez enquando quase diáriamente salvam vidas no mar (hoje foram mais seis noutros "Sameiro"nos Açores), mas que interessa isso?. Pois calculem que os rapazinhos, querem ser promovidos de acordo com a lei e ser remunerados como pessoas normais. Porque não exterminá-los? não são eles impecilhos para o ambicionado "federalismo", ainda gostava que me explicassem com é que a esquerda e os anti-fascistas que quiseram descolonizar para dar a indepêndencia a outros povos, agora entendem que podemos perder a nossa própria indepêndencia, porque isto de achincalhar as Forças Armadas é conscientemente organizado....é ou não é?
 
Não entendo aonde quer chegar o Luís Parreira com aquela "valores que a maçonaria não entende". Mas cada qual escreve o quer, desde que assuma. É o mínimo e tiros nos pés há sempre. Bem sei que a maçonaria está agora na moda, mas por aí não vai longe.
Compreendi bem o que escreveu. Mas já pensou que todas as profissões têm uma série de argumentos para reivindicar aumentos, promoções, dentro do seu quadro legal próprio, etc? E depois?
Mal está aquela profissão que não se interroga do seu papel na sociedade, da sua dimensão ajustada aos tempos e não quer outros possam comentar essa profissão. Interrogo-me, pois, sobre o papel e estruturação das forças armadas hoje e mais ainda no amanhã.
Já pensou, num cenário em que as forças armadas possam deixar de existir como forças nacionais? Já pensou numa Europa num formato americano?. Que eu saiba não há forças armadas da Califórnia. Logo aqueles princípios nobres podem ter carácter passageiro, a nível nacional.
 
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