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2012-06-20

 

Difícil ir ao bolso de um nú ...

Impossível antes de uns quantos preparativos. Primeiro é preciso vestir o nú, cumprindo uma condição: as vestes terão de ser apropriadas, ter bolsos no mínimo, com alguma coisa dentro.

Esta conversa tem a ver com a proposta da taxa dos 4% do Prof. Miguel Cadilhe, sobre a riqueza líquida.

Estas ideias muito bem intencionadas, mas muito mal formatadas, não se percebe o conceito, ou só formatadas na cabeça do Professor, que não se atingem lá muito bem (até estaria na disposição de apoiar uma proposta destas se fosse de facto para incidir sobre o que é a riqueza, sobretudo a escondida ou a roubada de milhentas formas, pois levaria a uma repartição mais justa dos custos da crise. Por exemplo, como imputar/estimar a riqueza do ex-Presidente do BPN Oliveira e Costa, Rendeiros e outros?)  tornam-se muito arriscadas, na prática,  porque têm tendência a recair sobre aqueles que já estão nús ou quase despidos. 

Se uma taxa de 0,2% sobre as transacções financeiras não é senão sucessivamente adiada a nível europeu, e é muito mais simples, directa e não oferece dúvidas, como passará esta que oferece melindres técnicos de cálculo e sobretudo esbarra num grande obstáculo, o poder político não quer taxar a riqueza.

E se é para cair nos mesmos ... atenção, muitos já estão mesmo nús e sem retorno. Quando se tem de devolver a casa, carro, etc, o que é isto senão estar nú?

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