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2012-08-07

 

As três Alemanhas

Acabo de ler um artigo na revista sinpermisso que aborda o conceito das três Alemanhas e da sua "convivência" ou melhor da sua não convivência, o que não é nada bom para o futuro da Europa.

A Alemanha 1 é a Alemanha do Bundesbank. Aquela Alemanha que conserva até à medula aqueles grandes medos, "fobias", ante o possível reaparecimento de uma inflação ao estilo de Weimar. Imaginem esta crença em termos da formatação e gestão do BCE e das pressões sobre o mesmo. Este sector dos quadros técnicos alemães são fanáticos economistas da escola austríaca. No fundo do seu coração - diz o artigo - a muitos encantaria voltar ao padrão ouro como sistema internacional. Esta Alemanha 1 é, em resumo, a Alemanha das finanças, pura e dura, como Deus manda, a da "disciplina monetária" custe o que custar.

A Alemanha 2 é o sector internacionalista, aquele sector que foi liderado por Helmut Kohl. A ala europeísta. Aqueles que defendem que a Europa se pode livrar do "problema alemão", míope e sem visão. Que defendem um compromisso para a construção dos "Estados Unidos da Europa". Refere o artigo que é discutível se esta visão da Alemanha não foi logo enterrada no período pós Kohl.

A Alemanha 3 é o sector oscilante, a Alemanha industrial,  que comprou a ideia da união monetária porque via nela um instrumento de ganho de competitividade relativa com os seus competidores europeus, porque os atrelava a uma não desvalorização da moeda. 

Face a estas três conceitos de Alemanha, com o segundo tendencialmente inoperacional, é muito de temer pelo futuro da Europa.

A sra Merkel oscila entre a Alemanha 1 e a Alemanha 3.

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