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2012-08-17

 

Defender Julian Assange

O editorial do DN trata hoje de dois temas, o segundo é sobre o homem do Wikileaks com este sub-título: Ele só precisava de um bom advogado no qual ataca o Equador por ter dado asilo político a Julian Assange e coonesta a acusação das autoridades suecas de que querem a cabeça de Assange por  razões não políticas   se tivesse cumprido os termos das decisões judiciais, – diz o editorial do DN – seria agora entregue às autoridades suecas, para julgamento num caso não político, onde é acusado de violação”.
Convém lembrar o que se soube na altura, através dos media de vários países europeus sobre a tão oportuna acusação de violação de duas suecas que o convidaram para as suas camas e que demoraram 6 dias a apresentar queixa de violação na polícia. Especulou-se que a demora não resultou tanto de durante todo esse tempo não saberem ao certo se tinham sido ou não violadas mas porque as autoridades suecas levaram algum tempo a decidirem-se sobre a melhor forma de apanharem Assange e quão jeito faria uma acusação "não política" que permitisse apanhar o homem que os EUA tão insistentemente exigiam.

Transcrevo dois antigos mas elucidativos posts que publiquei aqui no Puxapalavra:
2010-12-23

A América que quer matar Julian Assange

"Bob Beckel, um comentador da estação televisiva Fox News, defendeu em directo que as forças especiais norte-americanas abatam Julian Assange, fundador do WikiLeaks.
«A maneira de lidar com isto nos EUA é muito simples. Nós temos Forças Especiais. Um homem morto não pode revelar fugas de informação... por isso a única forma de o fazer é matar ilegalmente o filho da mãe», defendeu Beckel, que recebeu o apoio dos outros comentadores do painel." (Link com o vídeo)
É o retrato de uma certa América. A América dos W Bush, das seitas extremistas Evangélicas (que pedem meças aos talibans), das Sara Palin, dos extremistas que hoje dominam o partido Republicano. A América da Fox News.
2010-12-10
Como atacar a Wikileaks? E se fosse com sexo e mentiras?!
“Sofia Wilen, de 20 e Anna Ardin, de 30 anos, são as suecas que apresentaram queixa contra Assange, em Estocolmo, a 20 de Agosto.
“Tudo começou quando Assange foi convidado a participar num seminário na capital sueca. Anna, militante feminista, contactou o rosto da WikiLeaks e ofereceu-lhe a sua casa para ele ficar durante a visita.
12 de Agosto de 2010 - Seguiu-se um flirt e tudo acabou na cama.
14 de Agosto – Anna organiza uma festa em honra de Assange.
14 de Agosto – Sofia Wilen, namorada do artista norte-americano Seth Benson, na festa começou a "flirtar" com Assange e levou-o para sua casa.
Dias depois Sofia é informada de que Anna tenciona acusar Assange de violação e decide também fazer o mesmo.
20 de Agosto – Seis dias depois (que terá acontecido entretanto?) Apresentam queixa na polícia. Mas alegando o quê:
Anna: durante a relação o preservativo rompeu-se, ela pediu para parar e ele fez orelhas moucas. Daí a violação.
Sofia: mantiveram, em sua casa, relações duas vezes. Uma à noite, com preservativo, e outra de manhã, sem persevativo. Sofia não queria sexo desprotegido, mas ele ignorou-a. [notícia CM]
A acusação de violação de Julian Assange, em Estocolmo e a sua prisão, há dias, com esse pretexto, em Londres parece uma história mal contada. É preciso castigar o homem porque divulgou as mensagens secretas da diplomacia norte-americana mas indo por aí é uma chatice porque há essa coisa da liberdade de expressão garantida por leis e constituições. Então ao que tudo parece montaram-lhe uma cilada. Uma história com sexo que faz sempre um certo frisson mas tão mal contada que não me parece ter pés para andar muito.
...
Comments:
Como esta história destas "violações"
me fazem lembrar a "violação" cometida pelo Strauss-Kahn. Coincidência? Pois pois....
 
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