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2012-09-20

 

A austeridade e os números (1)

No escrito anterior sobre este assunto deu-se uma breve ideia, sustentada em números, do ataque dramático que está a ser feito pelo governo ao rendimento de quem trabalha. 

Era importante também saber qual o montante em euros dos cortes aos pensionistas e reformados. Não consegui ainda este valor.

Mas uma estimativa com alguma margem de erro aponta para  um valor da ordem de mil milhões de euros.

Mas o que quero alertar é que a soma destes dois montantes (descida da massa salarial + reformas e pensões), cerca de 4 mil milhões, deixou de "girar" no circuito económico, ou seja, este montante deixou de estar à disposição das pessoas, o que se traduziu num menor consumo.  

As pessoas, privadas de parte do seu rendimento, viram-se obrigadas a comprar menos de tudo (produtos de alimentação, bebidas, tabaco, vestuário, calçado, móveis, gasolina, etc). A juntar a isto há ainda a questão das expectativas. Com muito receio do futuro, passamos ainda a reduzir mais as despesas,ou seja, retraíram-se as compras,  apesar do rendimento em baixa mais, em termos relativos, do que é normal.

Por outro lado o investimento público tem vindo a decrescer e em 2012 representa apenas 40% do montante previsto a pagar de juros da dívida , ou seja 3,5 mil milhões apenas com efeitos também no funcionamento da economia.

Ora não é preciso ser um génio para saber que tudo isto implica necessariamente quebra de consumo, forte redução nas vendas das empresas, apesar do aumento generalizado dos preços e que as receitas fiscais cairiam necessariamente.

Esta é a receita deste governo. Se não se fizer parar a acção deste governo e as perspectivas para o ano são ainda piores menor rendimento disponível de certeza menos investimento também, o país não sobrevive.

A receita está errada. A cura não é esta. E este governo já não tem cura.

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