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2012-09-25

 

Explorar o Sucesso. Senão a vitória é só uma vitória moral

As manifestações de 15 de Setembro, entre as maiores de sempre em Portugal, ao levar à rua 1 milhão de portugueses contra a política do governo constituiuram uma grande vitória que obrigou o Passos Coelho a recuar, lançou a desorientação no establishment que vai de São Bento a Belém, deu ânimo aos portugueses vítimas do governo, mostrou a uns e outros e a si próprios a força que possuem.
 
As manifestações constituíram um enormíssimo sucesso mas que só por si, se não tiverem continuidade noutras veementes ações de protesto e de luta, no momento próprio, não terão as consequências que prosseguem:  mudar a política de "austeridade custe o que custar" que é a política de empobrecimento dos trabalhadores e das classes médias poupando o capital e as grandes fortunas, para uma política que relance a economia e ataque a tragédia do desemprego.
 
Portugal tem, no plano da UE e da zona Euro, de se juntar aos países que são vítimas da política  prosseguida por Merkel que é a política do mundo da alta finança parasita, tem de se juntar à Itália, à Espanha, à Grécia e a todos os que se disponham a enfrentar esta devastadora e suicida política de austeridade que beneficia muito a Alemanha mas apenas nesta conjuntura com o gigantesco afluxo de capitais que fogem dos países fragilizados e de empréstimos a taxas de juro muito baixas e até negativas.
 
Ora nós temos um governo que nos envergonha com o apoio sabujo ao "inimigo" dos seus interesses. O inenarrável Gaspar corre a fazer salamaleques a Schauble, o ministro das finanças alemão e a explicar-lhe que o milhão de portugueses que saiu à rua revelou, com a ausência de violência, que aceita a política daqueles que no governo de Portugal estão ao serviço do Governo da Alemanha.
 
O governo, este governo de Passos/Relvas/Gaspar, viu-se obrigado a recuar mas não passa de tática no sentido de melhorar a forma, "melhorar a comunicação", de medidas que terão agora de atingir, mas muito ao de leve, o capital mas, no essencial, visam pôr o mundo trabalho e em particular as classes médias a pagar a crise.
É necessário que todos os partidos da oposição respondam afirmativamente às grandes manifestações do dia 15 aproximando posições.  

E não deixemos de ir à manifestação, no dia 29, no Terreiro do Paço, em Lisboa e de apoiar o Congresso Democrático das Alternativas que se reune no dia 5 de Outubro, na Aula Magna da Reitoria da cidade universitária em Lisboa.

Comments:
Ao serviço da Alemanha? Essa é boa!
Foi a Alemanha ou os alemães que roubaram e delapidaram? Foram eles que mandaram fazer as três AEs Lx-Porto e dezenas de outras onde não passa ninguém? E os centro polivalentes às centenas pelo país? E a cáfila a enxamear a Adm.Pública, Fundações, Institutos, veio da Baviera? E os projectos florestais (e outros) fantasmas? Eram alemães os gabinetes que coromperam para cobrar grossas comissões? A Ascendi, a Lusoponte etc etc é obra dos alemães? O gang dos Oliveira/Loureiro e restantes são todos manobradores ao serviço dos teutónicos? Porventura na Alemanha alinharam na demência que se apoderou do ministério dito da "Educação"? Posso afiançar-lhe que não! A Alemanha, apesar da dianteira que levava a outros países (em relação a Portugal era já colossal apesar do Cavaco andar a dizer-nos que já pertencíamos ao pelotão da frente!!!(olhando para trás??), não descurou a sua competitividade face ao mundo em que vive onde tem um papel relevante mas de modo nenhum condicinante. Na altura os nossos "pensadores" epitetavam-na de "China da Europa", como se fosse possível ignorar a China real!
Eh pá, tenham dó. Os alemães tentam não ser obrigados a pagar as consequência de um modo de viver que não está na sua índole.
O meu caro concidadão sabe que há profissões na F.P. (apesar dos cortes a esmo) em Portugal que ganham mais euros (quantidade de euros!!) que a mesma profissão na Alemanha? Isto entende-se? O meu caro sabe o que se reivindica na questão do trabalho portuário? Se sim concorda? Concorda com a locupletação de parte da TAP por um reduzido grupo profissional? E eu não tenho direito a nada?

Sabe que, há anos, havia em Portuagl entre 1100 e 1200 (ningém sabia ao certo) de organismos com autonomia financeira? Na tribalizada Bélgica, não chegava a 20!, no Canadá uns 12. São prussianos os diretores, administradores, adjuntos etc dessa galáxia de sovedouros?
Tenham dó!
LG




 
Infelizmente, desde os tempos da I República que a classe política portuguesa provou não ser capaz de gerir os dinheiros públicos, até que veio um Salazar que pôs ordem nas contas públicas. Agora, depois de 30 anos de desmandos das classes políticas (PSD+PS) mas sobretudo dos socialistas, em particular do último energúmeno que fugiu para Paris, face à falência e penúria a que chegámos, que estamos na contingência de surgir por aí outro botas qualquer
 
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