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2012-09-27

 

Há alternativas a esta política de austeridade?

Ontem e anteontem instado por dois jornais um nacional e outro da vizinha Espanha disse que um país onde o montante de juros a pagar, segundo o OE 2012 deste governo, é de 8823,5 milhões de euros, equivalente a ligeiramente mais que 52% das despesas com pessoal (16929,9 milhões) só pode estar em estado comatoso.

E para 2013, embora os valores não sejam ainda conhecidos, a situação económica não vai melhorar mas  de certeza piorar. 

A dívida aumentou durante 2012 daí mais juros a pagar, os cortes no rendimento do trabalho vão continuar, os impostos aumentam, o investimento público será ainda mais reduzido. Desta forma ao circuito económico vão ser retirados mais uns muito largos milhares de milhões de euros e a economia como um todo passa a funcionar anormalmente ainda com as PME com grandes dificuldades de acesso a financiamento.

O consumo baixa drasticamente, as empresas não realizam vendas. É o caos.

Até a directora do FMI já observa que a austeridade em demasia só paralisa a economia e apela ao abrandar  do ritmo de austeridade.

Defendo que este montante de juros tem de baixar. O governo afirma que recuperou credibilidade externa. Então porque não usa essa situação para negociar as altíssimas taxas de juros, baixando-as? 

É que uma baixa, p.e. de 2 pontos percentuais na taxa de juros alavancaria para a economia uns bons milhares de milhões.

Esta é pois a medida de maior efeito prático imediato.

Aliviava o orçamento de 2013 e permitia pensar em medidas de fundo de reestruturação do aparelho de Estado e da economia portuguesa.

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