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2012-12-16

 

Sobre a origem da dívida soberana portuguesa. A ONU

O poste do Raimundo Narciso, que antecede este, chama a atenção e faz links para o estudo que a ONU está a desenvolver sobre a elevada dívida dos países da Europa do Sul e dos planos de resgate.

Este estudo nasceu porque a ONU teme uma situação de risco geopolítico e social na Europa do Sul em virtude dos efeitos nefastos dos programas de ajustamento.

Este estudo da responsabilidade duma equipa de sete economistas, coordenada pelo português Artur Baptista da Silva, foi nomeada por Ban Ki-moon, actual secretário geral da ONU.

O estudo está formatado com uma filosofia completamente oposta às dos planos de resgate, onde a austeridade é o centro com o respectivo ataque aos rendimentos da grande maioria da população e defende a renegociação de grande parte do montante da dívida.

Com que argumentos?

Argumentos simples, precisos e objectivos.

Os economistas concluíram que 41% do total da dívida soberana foi gerada da obrigatoriedade de cofinanciamento pelo OE português dos fundos estruturais. A UE conhecia o nosso défice e por isso para ter acesso aos fundos, Portugal tinha de se endividar a taxas de juro de 5 e 6% junto das instituições da UE.
Ora são estas as condições externas impostas pela UE que nos endividaram fortemente.

Tudo claro. Logo há aqui uma certa ilegitimidade de que seja Portugal a suportar todos estes custos da dívida sozinho.

O que propõe o estudo?

Algo simples e justo e que muito aliviaria as finanças portuguesas.

"suspensão do artigo 123 do BCE - que impede a compra directa da dívida pública- durante dez anos. Portugal pagaria à cabeça um juro de 0,25%, o mesmo que o BCE aplicou ao empréstimo de €55 mil milhões ao Hyppo Bank".

Isto levaria a uma poupança de 10,3 mil milhões de euros muito mais do que precisa agora e para o ano de 2013, de que fala o Raimundo.

Se me perguntam se isto vai ser praticado. Digo com este governo não. Este governo não está no poder para beneficiar o povo português, para desenvolver o país, mas para entregar o país ao grande capital financeiro internacional.

Assim, só há um caminho correr com este governo e por lá um outro que peça a poio à ONU na renegociação da nossa dívida.

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