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2013-03-03

 

A milonga de Marcelo

Há quem para ir acompanhando o que se passa na política, seleccione na TV, nos jornais, nos blogs, nas redes sociais, quase exclusivamente, os programas, os comentadores ou os "amigos" da sua cor política. Como critério da verdade elegem a conformidade da visão do mundo que lhe apresentam com aquela que, preconcebida, já têm cristalizada e inamovível. Suspeitando que também não escape a essa tendência esforço-me por ver, ler e ouvir os adversários e os inimigos do que considero os interesses da parte da comunidade com que me identifico, os desempregados, os trabalhadores, as classes médias, os marginalizados, os que têm menos ou nenhum poder e menos ou nenhuma voz.
 
 
Vem isto a propósito do esforço que faço para, pelo menos de vez em quando, assistir às "missas" dominicais do professor Marcelo. Foi o que, quase masoquista, acabei de fazer. E mais uma vez confirmei que é um excelente mistificador. Ao analisar os acontecimetos mais marcantes da semana Marcelo diz-nos, caso a caso, como devemos entender aquilo a que assistimos e aquilo em que participámos. Marcelo explica-nos que o que vimos não é o que vimos mas o que ele sabiamente nos conta que devíamos ter visto. E assim, hoje também, ele lá foi dizendo que as manifestações de ontem, 2 de Março, em todo o país e em particular em Lisboa, não foram assim tão grandes como os seus promotores dizem. Mas, é claro, que sim Sr, foram grandes, e tal. Mas menores e com menor importância que outras. E com um significado mais difuso. Sim, com certeza que o que gritavam era contra o Governo mas que é isso de ser contra o governo!? É uma coisa com menos significado e impacte do que a de 15 de Setembro que era muito concreta sobre a TSU.
 
Enfim, não há pachorra para as milongas do tio Marcelo. Esforço-me, mesmo assim, a ve-lo e a ouvi-lo e à embevecida dama de Sintra que hoje aparecia de cara inchada para, nas entrelinhas aferir melhor o que mais doi ao Governo, a quem Marcelo sempre socorre nas questões fundamentais como seja a sua continuidade sem deixar de se "identificar com o telespectador" desapoiando o Governo no trivial e no que é impossível apoiar sem perda total de credibilidade.

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