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2013-03-26

 

Carlos Carvalhas entrevistada por Flor Pedroso

Sem o explicitar completamente - et pour cause - Carlos Carvalhas considera na entrevista que foi um erro dramático o derrube de Sócrates (com o voto do seu partido) que correspondeu à troca do PEC IV pelo Memorando da Tróica.

Entrevista a Carlos Carvalhas
 
"Carlos Carvalhas admite que venha a ser necessária uma plataforma de emergência pós-eleições que reúna no governo PCP, Bloco de Esquerda, PS, independentes e outras forças. O antigo secretário-geral do PCP defende que PSD, CDS-PP e PS continuam com ilusões de que o país vai recuperar com as medidas que estão a ser seguidas.

Aos 71 anos, o homem que foi líder do PCP entre 1992 e 2004 e que foi deputado durante 20 anos afirma que o seu partido “não é doido nem aventureiro”, sendo essencial renegociar a dívida. Carvalhas acredita que se a União Europeia tivesse cedido a José Sócrates - ao não pedir resgate - a história tinha sido outra, porque Merkel e Trichet teriam cedido e não deixariam cair Portugal. [ao minuto 14 da entrevista]Nesta entrevista conduzida pela jornalista Maria Flor Pedroso, Carlos Carvalhas considera que este governo só se mantém porque o Presidente da República, Cavaco Silva, é “um Conselheiro Acácio”. “Se houvesse eleições, este governo seria corrido”, afiança. O BPN foi outro dos assuntos abordados. Pelas contas de Carvalhas, o banco implica 8 mil milhões de euros, o dobro do que vão cortar, e a banca continua sem pagar os juros da sua recapitalização. Cortar no carro do ministro é importante, mas são “tremoços”.

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